terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano Raro

Não irei dizer que a idéia veio exclusivamente de mim, mas este ano deixarei de lado a minha lista. Foi meio decepcionante abrir a do ano passado e ver que somente seis dos meus trinta e lá cacetada desejos não se consumaram. Estou na fase, vivo, grito, e “deixo a vida me levar” sem expectativas e ansiedades, para no futuro não ter frustrações. Como todo ano, eu faço uma retrospectiva, bem da tosca, eu diria, até porque jamais conseguirei colocar seja lá qual for o sentimento ou situações inexplicáveis que eu obtive este ano. Acredito que 2008 foi um ano totalmente paradoxo para mim. Digamos que o ÚNICO até então. Todas as certezas que existiam em minha vida eu confrontei com elas. Assimilei idéias e virtudes na qual jamais me achava capacitada para tal. Pelejei para ver e aceitar a Helen que estava nascendo em mim. Este ano não fui eu mesma, e eu adorei sentir o sabor dessa nova vida. Gostei de desejar algo, de conhecer coisas diferentes. Tive afeição por coisas, pessoas que só de lembrar eu rio. Foram sensações singulares. Em alguns momentos deste ano, pensei estar perdendo algumas pessoas por essa mudança súbita, e maravilhosa, diga-se de passagem. Algumas distorções até negativas defrontaram diante a mim, e nessas tive que expor com cautela e toda a paciência do mundo que essa mudança veio para somar. Que me assustaram de início também, mas que estava fazendo um bem do caraleo. Fui deixada para trás algumas vezes e nessas horas percebi e decidi não mais cobrar, decidi que colocaria a frente para qualquer que fosse a situação, daria o que fosse de mim. Claro que para isso ainda existe, e milhões, de exceções até porque não sou perfeito e nem sirvo para isso, mas se pudesse colocar em porcentagem, diria que a minha melhora se daria em 25%, acredite e PASMEM, é uma grande mudança para alguém na qual sempre esteve com os olhos fechados para qualquer que fosse a situação. Posso dizer com toda convicção que todos os caminhos que busquei, caminhei e segui, depois de um longo pensamento, medos, dúvidas e incertezas eu os fiz e confiante, as decisões foram as melhores escolhas até hoje. Não me arrependo de absolutamente nenhuma decisão que escolhi. Foram elas que me fizeram chegar aqui até hoje. Algumas coisas poderiam ter sido diferentes, mas isso não é arrependimento, graças a Deus a verdade (e a certeza) absoluta não existe, e devido a elas algumas coisas descaminharam dos eixos, e foi bom descobrir que algumas coisas acontecem mesmo quando tentamos interferir. Tudo que vivi me serviu demais como experiência, foram circunstâncias intensas na qual lembrarei por anos e anos, caso não tenha mal de Alzheimer. Descobri que o tempo é uma virtude, logo pra mim que sempre, sempre mesmo, não esperei nada acontecer, queria pular na frente dos bois, comer cru, todos esses provérbios de quem é apressadinho ou totalmente ansiosos e tem pressa de tudo, poderia aplicá-los em quase todos os meus dias. Questiono-me quem foi à pessoa responsável por toda essa mudança, por todas essas novas escolhas, esses novos aprendizados e a resposta está na minha cara. Posso, devo e consigo ter o poder sobre mim, e isso é maravilhoso. Sempre achei que assisti a minha própria vida seria tão sem graça, e hoje vejo por tudo que passei, apenas em um ano é maravilhoso, e que posso sim ainda ser muito melhor, com menos defeitos, com mais virtudes, buscando mais aprendizado, e tentando, aos trancos e barrancos, ser eu mesma, independentemente do que me ocorrer.

Deveria agradecer, e vou, a todas as pessoas que de certo modo fez com que este ano fosse um dos melhores, porém este será curtinho, até porque estou na fase “Helen se amando” e achando graça só em mim mesma, e devendo este post todo, especialmente, a mim, e mais ninguém. Quero lembrá-los, a todos os amigos e familiares que sem vocês essa diferença toda não teria acontecido. Vocês têm uma parcela bem grande em tudo que aconteceu nesse curto prazo. Aos amigos antigos, aos meus familiares, aos amigos novos que em tão pouco tempo me conquistaram de antemão. A todos que fizeram a diferença em um ano que poderia simplesmente ser normal como todos, mas não, foi e será lembrado como um dos melhores de toda a minha vida. Obrigado a todos por ter feito de 2008 um ano de tanta alegria a minha vida, de tanta coisa e sentimentos bons. Eu sei que merecia (cof cof), mas vocês foram extraordinários comigo. Que 2000inove estejamos juntos novamente e compartilhemos tudo em dobro. Agradecia de verdade por ter amigos tão belos, tão únicos, tão excepcionais na qual jamais, em hipótese alguma, serão esquecidos. Obrigada novamente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Papai / Mamãe


"O começo do amor é deixar aqueles que amamos ser, completamente, eles mesmos e não mudá-los para que se enquadrem na nossa própria imagem". (Thomas Merton)
Amor que sinto, que vejo, que admiro.
Que a cada dia sei o quanto é verdadeiro.
Sei que o tempo que durar será eterno.
Apaixonada pelo amor de meus pais.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Leia e só.

Foi assim o título do último e-mail que recebi de você. Jamais deixaria um e-mail daqueles passar em branco. Não. Ele teria que ser respondido, até porque, a última palavra é sempre a minha. Sempre. Só que dessa vez foi diferente. Machucou. Odeio sair machucada das coisas, de relações, de comprometimento. Quem faz e sempre fará este papel, sou eu, não você. Não mesmo. É sempre assim, você está quietinha no seu canto. Procura sempre não se dar demais, até porque você é medrosa pra encarar esses tipos de coisas. Procura um livro, tenta conversar sobre coisas que realmente não é interessante a ele, mas ainda assim ele te persegue. Você fala que já dançou o É o tchan, diz que sai com calcinhas gigantes e ele acha isso sexy. Te consome, te deseja, e você? Você ta lá, firme e forte se fazendo de durona. Torce a cara, faz biquinho. E ele continua achando isso o máximo. Te elogia, te leva as alturas. Você não tenta entender o que passa pela cabeça da pessoa que você realmente não quer se interessar. Mas se interessa, e esse interesse é o melhor interesse dos últimos tempos. Não é porque causa do LH, muito menos dos gostos e manias que chegam a ser ridículas de tão iguais. Dessa vez você nem é tão fraca quanto parece e nem tem tanto medo de encarar a realidade. A outra parte que não coopera. Ela abusa, ela pisa, e foge como rato foge de gato. Foge com o maior medo do mundo, medo que você tinha até tempos atrás, mas resolveu deixá-lo pra tentar ser feliz. Realmente as pessoas são estranhas. Diria isso S O L E T R A N D O, para você garoto estranho, que sempre dizia que no final dos textos eles eram fodas. Esse não foi, talvez porque não quisesse mais uma vez te impressionar e você fugir de novo como faz. Depois disso tudo, resolvi adotar o mantra do mês, até porque frases lidas por mais de três ou quatro vezes ao dia te faz encafifar no seu cérebro que aquilo deve fazer bem a sua vida.

Agora sem despedidas com amorzinho, tchau, se cuida e vê se me esquece.
Agora sem despedidas com amorzinho, tchau, se cuida e vê se me esquece.
Agora sem despedidas com amorzinho, tchau, se cuida e vê se me esquece.
Agora sem despedidas com amorzinho, tchau, se cuida e vê se me esquece.
Agora sem despedidas com amorzinho, tchau, se cuida e vê se me esquece.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Itapuã - PEDRA BRANCA

Show que tive a honra de assistir e sentir.
Pra quem puder, veja. Eu não tenho muito o que dizer, somente que eu achei perfeito.
O som não está bom, e a imagem é curta, porém dá pra ter uma noção do que eu senti.

Queria um desses todo final de semana.
S E N S A C I O N A L

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Só dor

É dor, dor doída, que vai das pontas dos pés aos fios de cabelo. Coisa ruim de sentir, de carregar, de saber que existe e que demora intermináveis 24 horas. É sempre assim. Tudo que vivo é hoje, é agora. Amanhã irei levantar bem, terá passado. Mas agora? Agora não passa. Quero ver, quero sentir, quero cheirar. Só vejo cores pretas, cinzentas e cheiro de lixo, sinto dor! Não quero carinhos imensos por ela, quero sorrisos verdadeiros por mim. Essa dor dói, nada faz com que ela suma, evapore, escorregue. Nem que eu grite, nem que desça as escadas correndo. Eu não tenho mais doze, mas choro como se tivesse. Assim do nada, eu paro e choro. Choro rios. São lágrimas, muitas lágrimas. E dá medo de me afogar nelas. E por ter medo eu acumulo mais um dos meus traumas. Mais um sentimento que não queria. Acumulo, e vou juntando, peça por peça formando um grande quebra-cabeça de sentimentos ruins. Formo grupos de coisas terrivelmente que não trazem paz. É só coisa ruim, só coisas que faz mal, e isso vai contra todos os meus propósitos. Vai de encontro com a felicidade que busco. O duelo delas me deixa exausta. Fico fraca e deito. Penso. Fico triste. Só tristeza, que junta com medo, que junta com dor. Dor. Essa dor que não para, que não cessa. Que só dói.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Antes de dormir

Essa coisa de ver filmes e se imaginar neles está tão fora de moda. Coisa demodê. Quando alguém, totalmente desconhecido, te faz descer de um trem, passeia por Viena, te rouba um beijo no pôr-do-sol, dança ao som de cravo, faz juros de amor, conversam em terceira pessoa, rouba vinhos, te come, ops, faz amor sob a luz das estrelas e simplesmente somem um da vida do outro? Ah não, não é sumiço assim, pooff, e pronto. Vocês até marcam um encontro, mas como todo filme de amor, algo dá errado e a avó da mocinha morre. Triste não? Mas como isso não é vida real, é filme. O cara pública um livro contando a linda história sobre os diálogos perdidos, porém interessante que tiveram. E assim, do nada, se encontram novamente. Lindo de se ver. Disse bem, de se ver. Quem aqui me dá um exemplo disso na vida real? Quem? Estou ficando triste de ser uma pensadora compulsiva. Queria poder assistir algo e ver que aquilo pode acontecer comigo. Tá, isso até pode. Mas ainda falta uma boa grana pra poder fazer um passeio pelo trem que fosse, e dentro dele achar um cara mais interessante ainda pra me fazer perder a cabeça desse modo. Ou então, algum cara, seja lá qual for, que no dia seu casamento pense, e tenha vontades de mim. Que após 9 anos alguém ainda pensa com intesidade sobre as coisas que vivemos. Não sei, ando é bem desiludida com a vida. Devo ter na testa é um detector de canalhas, nada de bom me aparece. Todos, de certa forma me ensinaram alguma coisa, mas nada de muito interessante deixaram, para eu pensar nas próximas duas semanas. Até posso estar exigindo demais, mas e dai? Não sou qualquer coisa, para aceitar qualquer coisinha. Quero alguém para me entregar flores em datas corriqueiras, que ande de mãos dadas e sinta prazer nisso. Que fale juras de amor, mesmo que seja por apenas uma noite. Que elogie o meu sorriso, que olhe profundamente nos meus olhos, que me traga café na cama. E diga que estou linda quando acordei, e me faça fazer birra e dizer que fico bonitinha fazer isso, que não se importe tanto com os meus defeitos, e os deixe bem pequenos perto das grandes qualidades que tenho. Essas coisas todas, que a gente só vê em filme mesmo, quando na vida realmente é bem irreal.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Crepúsculo


De três coisas eu estava convicta : Primeira, Edward era um vampiro . Segunda, havia uma parte dele - e eu não sabia que poder essa parte teria - que tinha sede do meu sangue. Terceira , eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Ele deu aquele sorriso torto pra mim, detendo minha respiração e meu coração. Não conseguia imaginar como um anjo poderia ser mais glorioso. Não havia nada nele que pudesse ser melhorado.

19 de dezembro, nos cinemas!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A cor do céu não é azul, é ROSAAAAAA

Hoje acordei com uma única escolha. Escolhi ser Feliz. E tá dando certo pra caramba.
Nao me ligue, não procure. Os dias passam e acredito também que não sou pra ti.
Era engraçado teimar e bater na tecla que você me merecia. Não, não merece mesmo. Eu cheguei a essa conclusão, e olha que fantástico, descobri isso sozinha. E você me dizendo que nem o meu ovo eu sabia fritar. tsc tsc

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais uma de amor pra quem não ama

Ele me espera no restaurante das árvores. Diz que até o garçom já sabe que eu sou como sou, de tanto que ele não tem outro assunto. Ele me espera, pede mais pãezinhos, ensaia um bom vinho para mim, limpa o suor da cara no guardanapo. E vai esperar por toda a noite.

Mal sabe ele que acabo de responder a uma mensagem de texto dizendo que vou chegar em minutos. Ele me espera com a porta do banheiro aberta, enquanto esfrega seu centro num ato de pureza. Ele quer sacanagem comigo, mas daquele tipo de sacanagem pura com direito a perguntar baixinho "tá doendo"?

Não muito longe dali ele se prepara para sair com os amigos, seus amigos tão deliciosos quanto ele. Passa o mesmo perfume que eu, mas na versão masculina. Seu charme está em ter transformado a sua dor em ironia. Adoro pessoas sofridas. Adoro o ódio medroso e óbvio das pessoas sofridas. Talvez amanhã a gente possa se odiar juntos, num ato de sinceridade livre e animal perante tantos amores pálidos pela cidade corretinha. A cidade corretinha que faz bodas disso e bodas daquilo, mas se entope da porra do Prozac, mas se entope da porra do canal de sexo com aquelas mulheres de sobrancelha desenhada. Mas se entope da porra da opinião dos outros sobre o que é ter chegado lá. Ninguém chega a porra de lugar nenhum.

Mas eu chego, e estaciono meu carro lá dentro, como se fosse dona do pedaço. Ao menos por algumas horas eu serei dona de um pedaço que agora é esfregado no banho em mais um ato de pureza. A sacanagem óbvia é muito mais pura que o ódio envergonhado das bodas disso e das bodas daquilo.

Ele pede a conta e vai embora. Jantou sozinho, o coitado. Se tenho pena? Nenhuma. Nenhuma. Cavoco meu ser até quase me virar do avesso para resgatar um pouco de bonitinho em minha alma, mas descubro que não tenho nenhuma pena dele. Não gosto de quem não amo e ponto final.

Ele encontra os amigos deliciosos e vai ganhar a noite. Se perde muito para tal. Mas ganha alguma coisa sim, sempre se ganha alguma coisa. Talvez uma rinite alérgica ou um buraco no peito. Mas sempre se ganha alguma coisa na noite.

Eu espero comportada do lado de fora enquanto ele termina de se esfregar. Sei da bucha porque sua pele chega quente e vermelha. Tenho vontade de colar minhas veias na dele para que meu sangue ganhe aquele mesmo movimento. Desde que ele me contou numa noite besta que queria salvar o mundo e isso não me soou mais um papinho furado sobre salvar o mundo, fiquei assim. Tenho vontade que meu sangue e o dele passeiem juntos.

Nós vamos mais uma vez nos olhar querendo transar até amanhã, mas vamos apenas assistir à novela e tentar adivinhar as falas. Nós vamos mais uma vez querer atravessar as ruas de mãos dadas, mas vamos brincar de dar ombradas um no outro. Eu prefiro morrer sua amiga do que quebrar algum elo misterioso e te perder para sempre. Te perder como sempre.

Ele escuta uma dessas músicas da modinha ao estilo Madeleine Peyroux antes de dormir e tenta entender qual é o meu problema. Será que eu não fui porque ainda sofro por aquele amor mal resolvido? Será que eu não fui porque tenho medo do amor? Será que eu não fui porque tenho medo de sofrer? Ahhh, os homens apaixonados. Ainda mais burros que as mulheres que acreditam na dor irônica. Eu não fui apenas por uma razão: eu não gosto de quem eu não amo e fim de papo.

Tiro o carro da garagem dele e corro para encontrar o outro e seus amigos deliciosos. Ele tem braço de estivador e tem um buraco entre o começo da perna e o fim do tronco. Coisa de homem sarado. Só não digo que ele parece o Bob da Barbie porque esse era eunuco e vivia rindo. Se bem que ele vive rindo e ri tanto que não parece ter centro. Parece eunuco.

Adoro sua virilha, sou obcecada por ela. Adoro seus amigos fortes. Adoro tudo o que dói nele, como diria aquela fala do filme "Closer" que eu adoro. Adoro que posso encontrá-lo sempre depois das três da manhã, sempre depois dos jantares que eu não vou e das transas que eu não faço. Adoro que posso morrer por ele ou nem lembrar que ele existe. Amor de pica é assim mesmo: o maior e o mais leviano de todos.

Ele acabou de me descobrir pela Internet e dorme tentando me encontrar, tentando me encaixar. Sente uma pontada no peito e uma pontada lá embaixo. Deve ser engraçado ser homem e amar assim de maneiras tão opostas e complementares. Ele não sabe que tudo o que eu mais quero é casar e ser mãe de um casalzinho que dança pelado antes do banho. Mas esse meu querer está esquecido em algum canto de mim, está esquecido depois de tanto eu querer isso e a vida me dizer que eu ainda não podia.

Ganhei a porra da dor irônica. Ainda que seja estupidez acreditar nela. Agora o que eu quero é saber que o outro se esfrega no banho, que o outro se fode no restaurante, que o outro me espera sempre depois das três e tem amigos deliciosos. Que o outro é especial demais, mas talvez ainda não seja o personagem principal daquela festa de final de novela, com todos os personagens de bem.

Está acabando a história, mas ainda dá tempo de não amar mais um pouquinho. Mando uma mensagem para ele, que a essa altura dorme abraçado a uma menina que já encheu o saco, achando que encontrou a mulher da vida. Mando uma mensagem para ele, que a essa altura dorme demais como sempre e já deve ter me esquecido, mesmo lembrando de mim em todos os intervalos de coisa melhor pra pensar. Mando uma mensagem para ele, ainda que ele já tenha desistido do amor e prefira o cheiro de chiclete com chulé da nuca da sua filha.

Durmo com mais de trinta homens, e mais uma vez sozinha. Mas esse texto, juro, é uma comemoração a isso. No fundo, no fundo, eu gosto. Ainda que eu me sacaneie com pureza e me pergunte baixinho: tá doendo?

Tati Bernardi

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ao meu ver

Falar dela com brilho nos olhos, não podia ser simplesmente admiração. Doía. Era dor com tristeza, coisa incontrolável mesmo de se sentir. Você passa a vida inteira procurando alguém, e quando encontra, é por ela que os olhos dele brilha. Por maior que a dor fosse, você acaba achando, e acreditando, que aquilo um dia passa, que passará. E não passa. A força desse medo te impede de sorrir, de ser tão verdadeira como gostaria de ser. Seus anseios lhe dominam corpo, alma e mente. Passa admirar tão mais ela do que ele. Conversam sobre ela, é algo interessante, e por maior que seja a sua aflição de vê-lo sorrir, você ainda vê coisas lindas em seu sorriso e olhar. Sempre foi fascinante mesmo, por qual fosse o motivo que ele continuava a falar, suas expressões eram apaixonantes. Mesmo pra ela. Mesmo por ela. Oswaldo Montenegro era e é música que lembrava e lembra eles. Aquela coisa, do casal se saber, se sentir, se olhar só pela música. Oswaldo dizia isso por eles. Pra eles. Era um casal bonito de se ver. As suas ilusões te alimentam, fazem crer que um dia, seja qual for ele, alguém irá vê-los como você os vê.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pisciana ou não...

De uns tempos pra cá, não sei o que anda acontecendo, ou talvez até saiba, mas os horóscopos andam me tirando do sério. Eu nunca fui lá de acreditar nisso, mas fiquei curiosa pela combinação tão tosca, que o site mais tosco me mostrou. Não é novidade dizer que pisciano é carente, precisa de atenção, chora por tuuuuuuuudo, precisa de afeto, de segurança, é confuso e bla bla bla, mesmo porque o pisciano é sim a pessoa mais romântica desse conjunto de “explicações dos céus”. Agora pergunto: por que sou totalmente o inverso disso cara? Porque não sou nada romântica, nadinha delicada, e mais ogra do que a maioria das pessoas que conheço. (uma explicação lógica seria – isso se eu acreditasse verdadeiramente nos horóscopos, claro – meus pais me registraram em data errada e estou com outro signo do horóscopo perdido por aqui). Ainda assim, não vejo nada que combine demais com a minha personalidade. Até ai tudo bem, eu paro na parte de horóscopo do jornal, na revista, e aumento o som do carro quando ele fala a palavra “peixes”, mas pêra lá, uma voz, que ele acha que é séczi, me dizer que não devo fazer as coisas que escolhi para a data de hoje, pois o dia não será muito bom? Ahhhhhhhhh vá né? Meu dia está maravilhoso, nem estou estressada, muito menos pensando no que escolhi para hoje. Uma coisa é fato, sempre sonhei e sonharei, para todo o sempre, acordada. Alguém me disse que isso é bom, faz mexer bastante com a cabeça, minha cabeça anda bem mexida então, isto seria confusão? Hmmm, continuando. Ontem dormi chorando, não sei explicar o porque, talvez saiba (de novo a confusão), devia ser falta de carinho de alguém, ninguém especifico, mas estou carente. Carência também é característica de pisciano? Vendo por esse lado, eu sou realmente pisciana. Agora cadê a compreensão, o equilíbrio, a habilidade? Carrego milhões de qualidades, pelo menos o pisciano diz isso, e não as uso em nada, ou não as tenho? Isso ta confuso. Preciso de algo para descontar todas as minhas coisas erradas que faço, e nem a droga do meu signo me ajuda, ele poderia servir pelo menos para isso. Diria que a culpa foi toda dele. Não posso responder por tudo sozinha. Nem a minha válvula de escape me serve. Estou bem viu. Mas essa confusão toda, pode ser por causa do signo não pode?! Aheiuaehaeiuaheaiuaehiuaehaeiu. Para uns é tão difícil de entender, para outros, confusos e piscianos como eu, é tão normal.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pulta que o pariu

' minha pulsação sempre me entregava . '

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mente Medíocre

Pergunta: A tradição, os ideais e um certo senso de moralidade social mantinham as pessoas medíocres como eu ocupadas de maneira virtuosa; mas essas coisas já perderam para a maioria de nós toda a significação. Como podemos libertar-nos de nossa mediocridade?

Krishnamurti: Senhores, que é uma mente medíocre? Não a definais - umadefinição pode achar-se facilmente num dicionário -, mas observai vossa mente e tratai de descobrir por que é ela vulgar, medíocre. Diz o interrogante que a tradição, os ideais e um certo senso de moralidade social mantinham ocupadas, de maneira virtuosa, as pessoasmedíocres como ele. Ora, isso não era uma “maneira virtuosa”, mas uma maneira tradicional. Fazer o que a sociedade manda não é virtude; é meramente atuar como gramofone, e isso nada tem em comum com a virtude. Virtude implica liberação da avidez, da inveja, da ambição de poder, e que a pessoa fique só. Somente então pode-se falar em virtude. Atuar mecanicamente, porque durante séculos fostes educados para pensar de uma certa maneira e ajustar-vos a um certo padrão, isso não é virtude.
Que é então mediocridade? Não o sabeis? Não sabeis o que é uma mente medíocre? Ora, isso é muito simples. A mente ocupada é uma mente medíocre. Com o que quer que esteja ocupada - Deus, bebidas, sexo, poder - ela é uma mente medíocre. Compreendeis, senhores? A mente que pratica virtude de manhã à noite é uma mente ocupada, e portanto, medíocre já que está interessada em si própria. Podeis dizer: “Não estou interessado em mim mesmo; estou interessado na Índia”; mas isso é apenas transferir a própria identidade pra a uma coisa e ficar ocupado com essa coisa. Toda ocupação - com um livro, um pensamento, com qualquer uma dúzia de coisas - denota mediocridade, porque a mente ocupada não é uma mente livre. Só a mente livre pode dar atenção a uma coisa e depois “soltá-la” - e isso é bem diferente de ficar ocupado com ela. A mente ocupada jamais pode ser livre. Examinai vossa mente, para verdes quanto ela está ocupada com vossos interesses, com vossa família, vosso emprego; da manhã à noite, nunca há um momento em que esteja vazia - o que não significa um estado de apatia, de vegetação, ou de devaneio. Isso não é vazio. Quando a mente está ocupada, cansa-se e opõe-se a pensar vagamente noutra coisa - e isso é apenas outra forma de ocupação. Não é disso que estou falando. A mente não ocupada acha-se em extremo vigilante, mas não em relação a alguma coisa. Seu estado é de atenção completa; e no momento em que existe esse estado, há criação. Essa mente deixa de ser medíocre; quer viva na aldeia, quer na capital, já não está dominada pelos ditames da sociedade. Mas isso requer laboriosa investigação de si mesmo, e não complacência dos pequenos êxitos; é resultado de um trabalho realmente penoso para descobrir o motivo da ocupação mental.Não estais vendo, senhores, que andais ocupados com os assuntos de outras pessoas porque vós sois as outras pessoas, não sois vós mesmos.Não vos conheceis. Estais ocupados com coisas que vos disseram serem importantes, mas, se tiverdes um sentimento real a respeito de uma dada coisa, vereis que já não haverá ocupação. O homem dotado de profunda sensibilidade não é uma pessoa medíocre; porém, quando procura expressar essa sensibilidade em palavras e faz muito “barulho” em torno dela, quando com essas palavras busca a fama, a notoriedade, dinheiro ou o que quer que seja, então ele se torna medíocre. Assim, a investigação da mediocridade é uma investigação de vossa própria mente, e com ela descobrireis que a mente ocupada permanece sempre medíocre.

Krishnamurti - Madrasta - 23 de dezembro de 1956

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quer comer, porra!


Adiantaria desejar boa semana se eu já estraguei todo o nosso pouco tempo que restava?
Não leve pro lado pessoal criança, mas criancices me enojam, tipinho também.
Pode vir arrancar a minha blusa com os dentes, agora tira-las com delicadeza não é mais pra mim não. Não quero mais perder tempo, de papel de mocinha, já basta eu. Na verdade o meu doce já irrita, imagina misturado com o seu, vai dar é uma indigestão do caralho. Deixar esse lenga lenga de lado seria o ideal, mas você insiste em abrir com um puta cardápio francês e duzentos talheres. Pega com a mão, segura firme e parte direto pra sobremesa, eu aceito. Deixo mesmo. Juro também não ligar se disser que não tem repeteco, muito menos que essa era grátis e as outras terei que pagar, também aceito essa condição. Na verdade aceito todas, se você disser, só uma vez, que me quer, SEM ESSE DOCE TODO.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem dinheiro, paciência e cia....

Não queria ver o show da Ana Carolina mesmo, nem amanhã o da Marina de la Riva, nem ir ao forró com os meus amigos paulista paulistanos, nem ao cinema ver Romance, nem Vicky Cristina Barcelona, nem ao lançamento do livro do meu professor.

Não queria explodir por qualquer coisinha, não queria fazer cara feia por coisas tão inúteis. Não queria bater na mesa do serviço e quebrar o meu porta-celular que achei tão lindo. Não queria atender o telefone e fazer caras e bocas tentando desligar o mais rápido possível.

Não queria receber mensagens suas, não queria que você me ligasse de madrugada e muito menos que sentisse saudades minhas. Não queria que sorrisse ao ver que te escrevi. Não queria que pensasse em mim, enquanto não penso em você. Não queria te ter agora, não queria esperar um telefonema seu.

Muito menos olhar o celular de minuto em minuto, trazendo aquela mania ridícula que você mesma notou e ter uma mensagem ou uma ligação sua.

Não queria nada disso. MESMO.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pensar a História com Nietzsche"

por Diego Almeida Monsalvo






















Este final de semana, dia 15 de novembro, sábado, as 19 horas será lançado o livro do meu professor. O livro trata-se de uma obra que busca explorar novas facetas do filósofo alemão quando utiliza seu pensamento para a compreensão da História sob a visão trágica e extemporêna de Nietzsche. Sou suspeita para falar dele, mas quem quiser conferir, compareça, aposto que irão gostar muito.



Local: Realejo Livros, Av. Mal. Deodoro, 2. Tel.: 3289-4935



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Queria agradecer minha prima querida pelo selo que meu blog recebeu, você é fofa demais prima, em breve nos encontraremos. Obrigada pelos comentários, saiba que seu blog é também um dos meus preferidos. Não vou passar para ninguém, esse blog está quase as moscas. rsrsrs


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu ando com uma leve doença, sim, eu chamo de doença, e me deixem chamar do modo que eu quiser. Ela altera o meu estado de saude, logo, é uma doença, e PONTO.
Ando com preguiça, mas é uma preguiça crônica. Preguiça de ler, de escrever, preguiça das pessoas, preguiça de mim. Preguiça de tudo isso aqui. Eu sei que é algo que não me afetará logo de inicio, e nem coloca em risco a minha vida, assim espero. E mesmo não preferindo doença alguma, esse tipo de não afetar a minha parte física é que faz piorar muito mais as coisas. Acho uma merdinha, alias mediocre mesmo, falar que eu ando depressiva, e só de pensar neste nome, eu fico irritada comigo mesmo. Injusto demais dizer que estou assim. Porra, eu tenho tudo, de tudo mesmo, a familia mais bonitinha, os melhores carinhos, aquela coisa bem de propaganda de margarina, ou para as pessoas piores, que gostam de intitular de mimada, sim eu sou e tenho todos os sistomas para ter. Porém, como ando com preguiça, pararei por aqui. Ah, e a culpa disso tudo não é homem. Uhu, não mesmo.

*helen de bros cruzados fazendo bico, batendo o pé e sendo muito mais ironica do que o costume*.

Mas a ironia é outro assunto, na verdade, outro post.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Janta

Eu queria escrever algo, até tenho vontade, mas falta inspiração e tempo. Achei uma música que traduz tudo. Meu the best! Coisa louca né, nao sei explicar direito não, e te falar que nem quero....tá gostoso assim... Coisa rara!


Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
caberá ao nosso amor por o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together

I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
and please my day
I'll let you stay with me if you surrender

Do cara que odiamos pra caralhoo, Marcelo Camelo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eu também sei, talvez...

E você tem a cara de pau de me dizer que quer uma mulher com sentimentos verdadeiros! E eu sou o quê? Inflável? Não pense que vai me conquistar com essas gentilezazinhas! Eu tenho cérebro, tá entendendo? Eu tenho cérebro!Que homem, hoje em dia, manda flores no dia seguinte pra uma mulher de verdade? Tá pensando o quê, que sou alguma boba do século passado? Eu não quero flores murchando em porra de vazo nenhum. Cheiro de defunto na minha sala? Tô fora, amigão. E mais uma coisa: todas as mulheres modernas fazem regime. Não, não é dieta, é re-gi-me mesmo. E você me aparece com essa droga de bombom altamente calórico? Pára por um segundo e pensa no meu sofrimento, depois, numa bicicleta ergométrica. Rá! Não sou boba, não. Saquei qual é a sua.Já deviam ter te dado esses tipos de dicas. Não use essa blusa no ombro nunca mais. Caso contrário, desvie quando me encontrar na rua, por gentileza. Saiba que eu também sei abrir portas, puxar cadeiras, atravessar ruas. Percebo claramente que você é mais um desses que pensa que mulher é deficiente mental, incapaz, louca e/ou burra.Tudo isso é pra me botar dependente, carente, quase uma ignorante. Aí, quando eu estiver precisando de você mais do que tudo nessa vida, você alega estar sufocado.Ah, vá pastar.Prefiro assim: a gente marca um dia qualquer, dia útil preferencialmente, para que possamos viver nossos finais de semana individualmente, usufruímos dos corpos e fluídos um do outro e simultaneamente. Depois disso, cada um entra em seu carro e dorme em sua cama single, seguindo a vida como ela deve ser – o que nem sempre coincide com o que ela é, obviamente.Não, não preciso do seu sobrenome, profissão, estado civil. Não há necessidade pra tanto, meu bem. Sejamos práticos: nada disso faz referência ao seu corpo, que é o objeto em questão. Não preciso de carona, não há necessidade que você saiba onde moro, já que não esperarei uma visita, nem precisamos comer juntos, a não ser que seja um ao outro, mas esse item já mencionei quando falei sobre fluídos e tals.Como você pode ver, será divertido.Tenho apenas um pedido, muito simples e evidente: ao nos encontrarmos, por favor, me beije na boca e diga que me ama, só mais uma vez.Que tipo de mulher você pensa que sou? Instável, inflável? Depois de toda essa troca de afeto, atenção e carinho, você me nega uma droga de beijinho na boca?Porra, só mais uma vez!

Samantha Abreu

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Prazer pela Metade

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido!?Uma só!

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil(a imensa maioria das mulheres continua com pavorde ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçaros recursos do Planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo defazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai... Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'... deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi Santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora!' Nós,que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos(devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores,vários beijos bem dados,a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate,um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente.
Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz para consertar o estrago.

Leila Ferreira

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Saudade

Eu nunca tive vontade de ir a Disney, muito menos de ter todas as Barbie's, de ter o Ken. O máximo que eu pedi foi o bambo-tchan, e esse eu tive, porque era divertido demais, brincar com as amigas da vizinhança de ver quem rebolava mais. Tudo que era pequeno, e não tão valioso assim, me valia mais.

Na verdade, o que me faz sentir falta mesmo, de todo aquele tempo lindo que eu tinha, é de como era bom, e inocente ser criança. A vontade de sair correndo pela rua, descalça, sentindo o asfalto quente, ou a rua do meio, que era de terra. Banhos de chuva me fascinavam, admirava tão mais a natureza, e nem tinha praia aos finais de semana para saborear, e fazer castelos de areia. Ficava doente sim, não quando decidia banhar-me na chuva, e sim ao contrário, quando a minha mãe resolvia dar uma de brava, e me deixar sentada na janela ver todos na rua correndo pra lá e pra cá, com um simples banho e eu aguada, com vontade de estar lá.

Saudades dos amigos que sonhavam junto comigo, e não os destruiam com palavras tão tristes e feias. A falta de irresponsabilidade, que hoje faz um falta enorme. Alguém já percebeu, como era lindo acordar todas as manhãs, e cedo viu, coisa que hoje me dá uma preguiça, e admirar cada coisa pequena que se via. Da não preguiça de andar até o colégio, da não preguiça de cumprimentar todos, e descer até a casa da vovó e dar um beijo nela. Na pressa incessante de voltar pra casa e brincar, de comer, de ver os amigos, de jogar baralho com a vovó, e hoje pedir mil perdões pelas vezes que a roubei no baralho, só para ganhar as suas moedas. DESCULPA VÓ!

Saudades das escolhas que fiz, e quase sem proposta mudaram todo o meu destino. A vida urbana, em um lugar quase rural. Dos amores infantis, mesmo nem sabendo o que era amor, do sofrimento e reflexões de tao pouca pretensão onde achava que seria o fim do meu mundo, realmente eu não sabia o que era esse bichinho sofrimento. Hoje rio. Como eu era feliz. Ainda sou, com um "que" de diferença, com muitas histórias e lembranças na bagagem, e a mesma quantidade de responsabilidade.

Saudades de ser precose em algumas coisas, e tão incrívelmente atrasada em outras tão importantes. Das brincadeiras de escolinha, e eu sempre dominando a mente de todas, e conseguindo ser a professora. Dos meus choros, do trabalho que dei a minha mãe sobre a relação com as minhas amigas na nova escola. Dos amigos, que eram amigos só no transporte escolar. Do excesso de risadas. Do excesso de reunião de familia. De alimentar meus cachorros, de morar em casa, e ser obrigada a descer e subir escadas, e hoje não dar tão valor assim pra elas.

Saudades das brincadeiras que mamãe fazia, e as tortas na cara com os ovos de pascoa derretidos, eles eram muito mais gostosos assim. Da procura dos ovos que a minha mãe fazia com tanto carinho para encontra-los, mesmo nunca tendo acredito em papai noel e coelhinho da pascoa. Das festas que podiamos dar em casa, pois os vizinhos não reclamavam dos horários de som, pelo contrário, a vizinhança inteira era convidada, e o bairro fazia a festa toda. Dos jogos de futebol em época de copa, onde brigava com a turma mais velha da rua que não me deixava pintar as calçadas, e me faziam carregar tinta pra lá e cá.

Saudades dos jogos de volei, que aos domingos, eram sagrado. E eu como café com leite, não contava muito, alias, antes dos jogos ainda tinha que colocar as proteções em todas as lanças que ficavam perto da area do jogo para não furar a bola, pra isso eu servia, e eu achava aquilo tão divertido. De fogueira, como eu adorava fogueira, fogueira e pipoca em época de sao joão. Do meu primeiro beijo. Da minha primeira desilusão. Das brigas que arrumava na escola com os meninos, e fazia todos os meus primos, que não eram poucos, brigarem por mim.

É, o tempo não parou para que eu pudesse aproveitar tanto isso, só a saudade mesmo faz com que eu pare por frações de segundos e lembre de tudo. E eu reclamava que queria logo os meus 18 anos.

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida"

FIM

"Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta".

George Ivanovitch Gurdjieff.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Suspeita

Desconfio que envelheci. E talvez envelhecer seja saber escolher. Algumas coisas, não topo mais. Como sair de uma festa escura e esfumaçada me sentindo estranha por não ter ficado até alta madrugada. Não preciso provar mais nada pra ninguém. Nem pra mim mesma. Saudade, filho. De gostar de ficar quieta. Saudade da temperatura do amor. De paz, calmaria e preguiça. E uma vontade de acreditar que existe alguém assim, como eu, em busca de alguém assim, como eu. Talvez pensando agora sobre a mesma falta. Então vou fazer um desejo bom pra esse alguém e vou dormir o sono dos justos. Para amanhã acordar feliz, embora exausta, diante do seu sorriso inquieto e guloso.

Cris, mãe do Cisco! Blog lindo de se ler.
http://parafrancisco.blogspot.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

TRUE LOVE

Just like the land that bear the name Africa,
Love is on my mind.
It's for everyone no matter where you're from,
Love, it cross all lines.
Like the feeling of all the seasons changing,
Love is a memory
And in these last days, when iniquity blazing,
Truth Love Speaks.

I need true love
Do you know what you mean to me
(True love)
Does it show as I live and I breath
(True love)
In the valley of the shadow, I know you'll be.
(True love)
I defense, I conquer death
And I conquer the enemy (envy).
What is love really if it only affects, one aspect of life?
That's like a musician who only accepts, his own musical type.
That's like a preacher who only respects sunday morning, and not saturday night
That's how a soldier can come to reflect,
that Love is more than a man and a wife.


In a time of plenty, Jah gonna keep I strong.
Things get how and I keep cool, yeah,
Jah gonna keep me strong.
When I n' I cup is empty,
Jah gonna keep I strong.
When I n' I cup is full, yeah,
Jah keep I from their temptation.

"É HOJE"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Palavras até me conquistam temporariamente..Mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Queria ser homem \o/

Nós, mulheres somos complicadas demais. Porque sempre temos medo de se envolver? Vivemos na farra, porém, sempre imaginando um namoro, e quando se envolvemos, nos assustamos, e fugimos. O engraçado é achar que está tudo lindo. Que a relação tá perfeita, que nunca pensariamos em gostar de alguém tanto assim, e tão depressa, porém por causa do medo, paremos por ali. As pessoas estão com medo de ser feliz. Cara, tá todo mundo virando masoquista neste planeta.

domingo, 5 de outubro de 2008

EU TE AMO

"- ainda gosta dela?

- gosto... muito. sou amarrado... e fico aqui dentro... com medo de sair... só saí uma vez. tomei um porre e voltei logo.. foi o dia em que te conheci... acho que estou ficando louco ... ... ... ... ... ... eu tenho raiva de estar sofrendo... eu acho esse negócio de amor um troço ridículo... ficar pensando em uma só pessoa... um absurdo! mas eu não consigo... só mesmo cortando a cabeça. eu te invejo. você é bem mais moderna com teu aviãozinho que fazer michê."


Arnaldo Jabor

Realista

Ou é quente ou é frio. Morno eu vomito.

sábado, 4 de outubro de 2008

Desistir

"...mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem..."

Ninguém sabe como aconteceu. Surgiu do nada em sua vida. Não pediu pra entrar, nem bateu na porta, entrou de supetão. Simples assim. Lhe arrancou um beijo e se quer se importou se havia mais alguém ali, decidiu se alojar onde quer que fosse. Fez seu papel muitíssimo bem. Ela, apenas com a idéia de "vamos ver qual que é" condicionada a viver o hoje, buscar o hoje, somente o hoje. Porém ela se envolveu. Se diferente dos outros, ela tinha alguém que a surpreendia, lhe dava rosas, namorico de portão com direito a café da manhã sem datas especificas, telefonemas inusitados e mensagens com calorosas palavras. Aquilo era um amor volátil, tinha de ser. E foi. Ele se foi. Dos carinhos, cheirinhos e afagos, restou pra ele, o que se tornaria platônico. Ainda sim, ela preferia não acreditar. Insistiu, retornou algumas ligações. Mas ele, sem deixar nenhum bilhete, se foi. Foi, e levando junto, toda a certeza que ela tinha de ser algo que poderia dar certo. De vez em quando ele reaparece, e sem intenção, pertuba. Ela? Ela tenta ser forte, tenta não parecer mal, mas só com atitudes radicais é que as coisas lhe acontecem na vida. Dessa vez então, será diferente. Ela, por via das dúvidas, trancou a porta com chave e adaptou olho-mágico. Tudo por medo dele voltar a querer encontra-la em seus sonhos. Sonhos reais.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O não que tinha alma de sim

Só quem tem o poder de te fazer sentir viva, pode fazer você se sentir morta. Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte. Só quem tem o poder de tornar o mundo leve e fazê-la flutuar, também pode afundar sua noite e fazer com que seu corpo se arraste pelos restos que sobraram da festa. Aonde está a força de negar um desejo se enquanto ele não é saciado continua existindo? Desejos nascem, ocupam lugares interessantes do seu corpo, e não morrem antes de um formigamento exausto de prazer, uma manhã suja de arrependimentos, hálitos estragados de amargura e clicks que a vida nos dá, também chamados de momentos de verdade, que em muito se parecem com toques de mágica para você sair do estado encantado e falso da imaginação. O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens. Você pensa que é forte sendo moralista, respirando fundo, contando até mil, sumindo da festa, rezando, desviando sua atenção, mas ele está lá, num bar com amigos, te olhando de longe. E ele continua lá mesmo depois que o táxi o levou, meio embreagado, para casa. Ele está no vazio que deixou, na dúvida de como poderia ter sido, na esperança do próximo encontro, na consciência leve pela negação e pesada pela cobrança de um tesão ainda latente. Pecados existem, não os julgados por Deus, não as pecuinhas julgadas pelos humanos. Pecados existem dentro dos corações traidores. Mas se antes meu coração ardeu e se assustou de pecados, agora ele chora de saudade, de covardia e de aceitação. Ele está puro e nem por isso tranqüilo. Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta. Você só coloca um ponto final nele se for até o fim. E o fim pode ser um simples enjôo ou, na pior das hipóteses, a morte. Mas você viveu. Para matar um desejo é preciso viver, nem que depois você morra junto com ele. Indo embora para casa, segurei o peito, que parecia solto, e abafei uma lágrima. Como eu queria agora estar com ele. Por aquelas três horas pagas de delícias e mais meia de arrependimento na hora de se vestir. Por aqueles segundos de esquecimento, mais meses de lembrança. Por algumas palavras idiotas, mais muitas contidas para não parecer idiota. O desejo me acompanhou até em casa. Muito , muito mais forte que minha nobreza em ter dito não. Ele está lá. No seu coração, na sua mente, no cheiro que você carrega junto com seu passado. Ele está em cada batimento cardíaco contraído da sua vagina, em cada torção contraída do seu estômado, em cada momento descontraído de seus hormônios. Você está aqui. Em cada linha que eu escrevo tentando ser boa redatora, em cada momento correto que eu me agarro para não deixar você errar, em cada provocação estratégica para você nunca desistir de insistir em errar. Você está aonde eu quero chegar, em tudo que eu quero negar, muito presente. Não quero uma só uma escapadinha, não quero uma vida ao seu lado. Não quero nunca mais te ver. Queria ter dez minutos com você, o bastante para não mudar minha vida em nada. Quero outra vida. Não estou nem aí pra você. Só penso em você. Você é meu amigo, você é um conhecido, você foi a melhor noite da minha vida. Mais do que qualquer certeza, confusão é paixão. Quis demais que você fosse embora, quis demais que você ficasse pra sempre, quis não pensar, me agarrei numa lógica fria que berrou no meu ouvido que toda ação tem sua reação. Toda traidora tem seu dia de enganada. Toda vontade negada tem seu dia de câncer. Todo silêncio tem seu dia de grito desesperado. Entenda cada som, de cada letra, de cada palavra, de cada frase, de cada sentença, de cada idéia carregada de desejo, como um grito de cada parte do meu corpo que ficou lacônica quando sua presença física abandonou a festa. O desejo era tanto, que travei. Tive medo que você tirasse meus grampos e minha maquiagem, a roupa que vesti para seduzí-lo. Tive medo da hora de ir embora, a maior solidão de uma mulher é não poder dormir nos abraços do seu amado, pois ele é sua apenas por três horas. Tive medo da sua pressa, que sempre me ofende tanto. Tive medo da sua fidelidade. Você sempre me comeu muito bem, mas nunca me emprestou sem ombro, seu colo, sua mão, seu olhar carinhoso, seu suspiro, seu sono, sua fragilidade. Tive medo de ser só desejo, porque para mim sempre foi mais. Prefiro ser perseguida pelo meu desejo, que não tem dia para acabar, do que ser abandonada mais uma vez pelo seu, que dura no máximo três horas.

Se a Tati Bernardi não tivesse escrito esse texto, diria que era meu, COM ALGUMAS CORREÇÕES TÁ!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fugindo de mim

Uns puxões de orelha as vezes nos faz acordar e ver quem realmente somos, mesmo não precisando da opinião de ninguém pra isso. Desculpem amigos, mas os carinhos na minha cabeça, e o "ah vai passar", eu estou dispensando. Queria mesmo alguém, e tive, que me pegasse pelos braços me olhasse nos olhos como se fosse me engolir, no bom sentido, e me sacudisse até estalar as minhas costas, estágio esse, de elo máximo onde despenco e fico meio anestesiada, pra quem não sabe, odeio massagem e estalos, mas isso não vem ao caso agora.

Na verdade, o que fez pensar muito sobre o sermão que recebi foi justamente sobre as minhas reações e manifestações diante das circustâncias que andam me ocorrendo.
Parei, pensei.... É verdade, estou mentindo pra mim mesma, ou quero uma coisa, ou não quero, que putaria essa, de falar pra Deus e o mundo que desisti de algo, que vou deixar de fazer, de gostar, de correr atrás e aceitar a situação, e depois disso, simplesmente querer sumir, achar que é a coisa mais certinha de se fazer, e fica ai mal por causa das MINHAS próprias atitudes, MINHAS, só MINHAS, eu disse minhas atitudes. Foi nesse período de lutar/desistir que fui questionada sobre a minha forma de lutar. Será que a reação que estava tendo era a correta, estava coagindo a mim mesma, fazendo crer, que o máximo que poderia, já tinha sido feito. E depois de muita conversa, vi que realmente nada, nadinha fiz para tentar reverter a situação.
Dizia ter tentado de tudo, o que na verdade era o que eu achava que tinha feito, mas simplesmente dizer não é o bastante.

A maioria das pessoas constumam desistir de alguém quando ela deu alguma mancada, ou quando pisou feio na bola. Desistir de alguém que nos faz bem nao é o caso né? É muito mais díficil colocar na cabeça que temos que esquecer-lo só porque ela não querer nada com você, achar que ela não tem porque gostar de você, ou estar afim por estar. Aceitar simplesmente que alguém não nos quer e ficar culpando-o é bem mais fácil, assim temos alguém para culpar, alguém para jogar todinha a culpa, e achar que a forma que agimos é a mais correta. Sempre achei, e ainda acho, que a melhor forma de pensar e agir é a forma que levo e encaro as coisas, o meu modo de ser, uma mesmice que só. Só que acordar o culpando também é legal, será que ele mesmo era culpa de tudo, ou sou eu a culpada? É....tsc tsc...

Nenhum momento da minha vida, não só neste caso, mas nenhum, tentei convencer alguém a aceitar algo, encarei as coisas com o resultados delas, achando que tudo estava certo como estava, se deu errado é porque tinha que dar, se alguém não falasse mais comigo, era a opinião dela, encarei, e aceitei, simples assim. Só que hoje to pensando, será que é o certo? Desistir sem tentar? Não estou dizendo que sou fraca, ou que desisto das coisas, aceito, SÓ aceito. Só que momento algum me questionei em relação a isso, até ontem.

A porra da vida é uma conquista, ele disse. Tudo é conquista, tá, isso eu sabia. Ele disse, os relacionamentos também são. Quando você pensou em conquista-lo em Helen? Pois é, e lá se vem mais questionamentos sobre as minhas atitudes, essas que na verdade nunca foram de certo atitudes, porque simplesmente não fazia merda nenhuma. Voltando ao ponto de achar que dizer não é tudo, nada mais fácil do que dizer:

-Ai fulano, estou afim de você, ti quiero. Mas se você não quiser, legal. Siga a sua vida que eu sigo a minha. E pronto.

A presunção e o medo me assusta as vezes, talvez por isso, neste caso, eu não reagi, aceitei, como todas as vezes, a reação alheia. Estou nessa situação porque assimilei que perdi, admiti, mas o que? Eu nem tinha feito nada. Só disse, só falei. Foi quando surgiu mais um questionamento, e uma revolta por parte do meu amigo. rs Meu comentário tinha sido, mas eu não admiti que perdi, só sei a hora exata de me retirar. Essa foi a hora da sacudida, logo em seguida veio um, ACORDA HELEN.

Acordar, eu não acordei, mas um susto, e que susto, eu tomei viu. Cade a luta dona Helenzinha, nada nessa vida é muito fácil, muito menos a paixão (será que estou apaixonada). Temos que lutar pelas coisas que queremos, ou então ser um saco de esperma de um monte de cara nada haver. Biichooooooooooooo, essa frase, ou essa conversa me chocou demais, eu estava já sem o que falar, só escutando, quietinha e com aquela cara de cachorro sem dono, ou o gato do filme shrek, sou péssima de filme infantil. rs

É tudo tão verdade, todo esse tempo, de lá pra cá, ando triste, desanimada, decepcionada por não ter alguém e nem penso num plano para te-lo, achava que o plano era, falei que sou afim e tá bom, na verdade, ao meu ver, estava ótimo, já tinha feito demais mesmo. Mas como o individuo vai saber quem sou, o que tenho mais que todas as outras garotas, ele jamais ficará comigo porque gosto dele, isso não é conveniente, não é favorável, gostar não é tudo, estava fácil demais me acomodar nesse resultado, e como todos passavam a mão na minha cabeça, eu achava que estava certa, afinal, é bem mais fácil aceitar do que expor o que estou sentindo, ou tentar mudar as coisas, não forçar a barra, mas faze-lo decidir depois de reconhecer realmente quem sou, o que quer.

Por mais que exista, se que é que existe, atração e afinidades, é preciso muito mais do que "sou afim, e ai decide o que quer logo", e o logo é verdade, porque eu sou impaciente pra cacete. E mais uma vez ele tinha razão, isso não funcionaria comigo, eu queria mais, muito mais de alguém pra poder sentir ou ter algo. Mudar de atitude até pode ser uma opção, mesmo que no final das contas ele diga que não quer mesmo, pelo menos terei certeza, e a minha atitude mudará, e com certeza a minha perspectiva também. Mesmo depois de muitas indagações ainda me sobram, ou faltam milhares de dúvidas, deve ser porque nunca me dispus a ter, ou querer, alguém dessa forma. Assim quando pensar em algo do tipo que estiver fazendo mal, colocaria a culpa em mim, toda a responsa pra mim, depois que assumir isso, eu me sinta melhor e tome alguma atitude.

Enfim, estou pensando em render-se menos, e dispor mais. Acomodação sempre me irritou, até eu ver o quanto eu era acomodada. Hunf ¬¬

Fabio lindo s2

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

viva!

Um brinde aos sozinhos, os únicos sortudos que não serão traídos por pessoas queridinhas.
E não é dor de cotovelo, OK?!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Atores, OU NÃO.

Você não sabe o quanto é difícil fingir que nada acontece, ou que as coisas estão certas como estão. Não está certo, não é assim que eu gostaria de estar. Fazer-se de sonsa não cola, ou até cole se os meus dois anos de teatro serviram pra alguma coisa. Eu sei, sou ruim mesmo, péssima atriz, sei disso, alias a coisa que eu mais odeio em mim mesma é conseguir ser tão ruim e transparecer tudo o que não queria. É até que bonitinho da sua parte “ser” desentendido, só fico na dúvida quem anda atuando mais, eu ou você? Talvez a moda do momento é ser dissimulado. (não?!) Acho que nos encontramos na infância no palcos ou na coxia de algum teatro, a diferença foi o aprendizado, você levou bem mais a sério as lições de casa. Hoje de tão idênticas me irritam, os papéis até se invertem me fazendo mais confusa do que o normal. Preciso mais do que nunca voltar a cartilha, estudar e treinar em peças cotidianas para não mais cometer deslizes, ver até onde vai toda essa minha coragem de dizer brincando as verdadeiras coisas. Não é distúrbio, e nem ache, por favor, que eu sou louca mesmo sendo todas às vezes, é somente uma confusão, uma indecisão que eu não tenho certeza muito bem do que trata. Beijos da sua amiga de palco, não tão “profissa” como você, mas também atriz.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Persuasão

Queria sim determinar a SUA vontade, leva-lo a crer, a aceitar e decidir por mim, e por VOCÊ também, que pena que nem comigo sei fazer isso, quem dirá com você. Um dia eu te convenço.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Marcelo Camelo



Delícia de se ouvir, de se cantar, de viciar. Tudo calmo, tudo lindo, sereno e pleno, graças ao Marcelo Camelo que voltou com esse CD foda que fico a escutar o dia todinho. Estou apaixonada.


é de imaginar bobagem
quando a gente liga na televisão
toda dor repousa na vontade
todo amor encontra sempre a solidão
todos os encontros todos os poemas
manda me avisar
todos os embates todos os dilemas
manda me avisar
manda me avisar eu sei
todo ser humano
pode ser um anjo
Téo e a Gaivota

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Parabéns



Alguém pra chamar de meu, pra deitar e chorar num colinho aconchegante, pra me sorrir depois de um dia estressante de trabalho, fazer acreditar que sou amada, me aturar, beliscar-me e eu achar uma graça, olhar esses olhos e acreditar num futuro bom. Alguém que me deixa sem palavras mesmo tendo bilhões, zilhões de coisas pra te dizer. Te amo futuro! s2

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Embriagado


"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos. E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."


Baudelaire


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

6º Curta Santos

Nem queria ir pra abertura mesmo de hoje no Teatro Coliseu. Triste isso de não ter QI viu.
Contentar-me com as mostras é o único jeito mesmo. Abaixo programação.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

TANTO FAZ


O vento me empurra pra fora do mundo com tanta força que chega a bater as janelas de casa. Mas pareço ficar. Mesmo sabendo que minha existência não fará a menor diferença. À tudo respondo que tanto faz. Escolhas são nocivas. Escolhas sempre chegam acompanhadas de expectativas. E para cada expectativa, uma decepção à altura. As pessoas criam seus infernos particulares à medida dos anos. Alimentam seus bichos interiores, preenchem seus sacos de lixo...até não poder mais. E depois não conseguem se achar em seus próprios espelhos. Parecem figuras alteradas por uma lente de aumento, distorcidas na forma e na cor. Amanhecem transmutadas em monstros de quatro olhos. E não sabem porquê. Nem querem saber. Estão sempre atrasadas. Correndo de lá pra cá. O relógio lhes mantém ocupadas grande parte do dia. A pressa é uma engenhosa invenção da humanidade. As pessoas contam as horas para se distrair do que lhes é irremediável. E me pergunto com freqüência: a quem interessa? a quem o que eu penso interessa? a quem a minha vida interessa? À tudo respondo que tanto faz. Me nego a fazer mais escolhas. Eu sempre erro. E não sei porquê. Nem quero saber. A pressa me acompanha grande parte do dia, o problema é que, à noite, ela adormece e eu não. O vento me empurra pra fora do mundo com tanta força que chega a bater as janelas de casa. Mas, ainda assim, teimo em ficar.
*Texto registrado e protegido conforme http://creativecommons.org/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Interminavéis 3 minutos

16:05

Mundo? cão? Não, a culpa não são deles, e sim minha , que não consigo segurar a porra da ansiedade. Não consigo ficar sem nada para fazer, mesmo quando tem, prefiro não fazer mas saber que a qualquer momento ali tem pra se fazer. Diferente de agora.



Calma. se controla. droga. não. é doce. HELEN. não. continua a conversar no msn. não pega o cartão do tio do doce. Merda. volta ele pro lugar. não lembra das trufas deliciosas. ufa. 1 minutos depois. agua na boca. não. volta o cartão pro lugar. isso boa menina. digita. lê emails. nããão helen. não liga. tocou. escuta o freddy caramba. não liga. desliga. nossa atendeu. cade o tio. tá chegando. onde?. onde?. porta? ah. aqui.. ABRIU A PORTA. 16:08



Que culpa eu tenho de existir coisas terrivelmente gostosas e ser extremamente ansiosa e ociosa.

Índicio seu, ou meu?


Fico aqui matutando como deve ser meu jeito de demonstrar as coisas, ou dou muito a cara pra bater, ou tenho a arte de se esquivar. Queria estar do outro do meu eu para poder me auto observar, ver se consigo deixar as coisas claras quando quero, ou tentar fingir pelo menos, quando quero também. Será que pelas minhas atitudes sei afetar a parte contrária, positiva ou negativamente? Não estou reclamando, isso sempre foi uma qualidade, na maioria das vezes claro. Ultimamente não deu muito certo, não por mim, que pensei que estava fazendo de tudo pra mostrar o que sentia, e sim pela parte contrária que não havia percebido nada, e eu como sempre, tive que dar com as linguas nos dentes, tudo bem que fiquei mais aliviada, mas ainda continuo duvidando do meu modo de agir, estou pensando em, nas próximas vezes treinar o meu lado debochada, e fingir que nada acontece, ou fazer uma declaração de amor daquelas bem bregas no meio da rua que todos possam entender CLARAMENTE o que quero dizer ;)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

HIBERNAÇÃO CANCELADA

Definitivamente, eu preciso parar de fumar. Até cantando músicas rápidas eu chego a perder o ar, eis que surge uma atividade em pelo dia de preguiça master, e de uma típica fumante ociosa. Descer até a portaria para pegar as caixas do avon (minha mãe é executiva do avon, então costumam chegar ‘algumas’ caixas para ela de quinze em quinze dias, com os produtos de todas as revendedoras dela, que são somente 78), pois bem, tínhamos que descarregar a perua colocar na frente do prédio, os rapazinhos conferirem todas as coisas, e assim colocá-las dentro do elevador, eu juro que isso durou exatamente 7 minutos e meio, o que foi mais do preciso para me deixar sem fôlego, sem ar, sem movimentos e bem mole, acho que eu preciso mesmo voltar à academia URGENTE. Com aquele tempinho, a única coisa que queria era ter um dia de monja, afinal era feriado seguido de um super final de semana pra lá de proveitoso com a família e amigos pagodeiros, cof cof . A única coisa que consegui foi enrolar e enrolar a voz rouca da minha mãe até na hora do vídeo show, depois a novela, e depois o filme da sessão da tarde, quando ela me grita: -HELEN LEVANTA E VAI FAZER ALGUMA COISA. Eu já estava indo poxa, estava no final do filminho tosco com cara de sessão da tarde mesmo da Globo ta, até informei que estava na última parte, e ela me fala, e depois é malhação, a novela, o jornal e a novela das oito, e eu super convicta na minha resposta falei: -MÃE EU NEM GOSTO DE MALHAÇÃO. E não é que depois do filminho tosco lá estava eu sentada no sofá vendo malhação e ela grita rouca de novo: -E EU NEM GOSTO DE MALHAÇÃO NÉ DONA HELEN. Rs
É, eu tive que levantar quietinha e limpar a cozinha, as 20:30 da noite, não tive nem como enrolar e inventar outra desculpa pra ficar jogada no sofá. Isso é triste, afinal é um feriado após um final de semana proveitoso bicho.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Desse jeito é ruim pra mim

Eu aqui olhando o telefone Escrevendo o seu nome Esperando uma resposta que eu já sei E não sei por que eu fico feito bobo Sempre caio no teu jogo Olha só a armadilha que eu entrei Você mudou sua atitude E esqueceu de me avisar Agora sei por quê Há outra em meu lugar Eu tento te entregar meu coração Você nem quer saber e diz que não Parece que amarga e não te quer Te faz sentir melhor e mais mulher Pra que continuar agindo assim ? Não vê que desse jeito é ruim pra mim Um dia você pára pra entender Que tudo isso volta pra você!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Inconstante

"O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam".

(Guimarães Rosa)

domingo, 31 de agosto de 2008

Embalo de Sábado a Noite

Tô namorando aquela mina
Mas não sei se ela me namora
Mina maneira do condomínio
Lá do bairro onde eu moro
Seu cabelo me alucina
Sua boca me devora
Sua voz me ilumina
Seu olhar me apavora
Me perdi no seu sorriso
Nem preciso me encontrar
Não me mostre o paraíso
Que se eu for, não vou voltar
Pois eu vou
Eu digo "oi" ela nem nada
Passa na minha calçada
Dou bom dia ela nem liga
Se ela chega eu páro tudo
Se ela passa eu fico doido
Se vem vindo eu faço figa
eu mando beijo ela não pega
pisco olho ela se nega
Faço pose ela não vê
Jogo charme ela ignora
Chego junto ela sai fora
Eu escrevo ela não lê
Minha mina
Minha amiga
Minha namorada
Minha gata
Minha sina
Do meu condomínio
Minha musa
Minha vida
Minha Monalisa
Minha Vênus
Minha deusa
Quero seu fascínio

(Seu Jorge - Mina do Condomínio)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A vida como ela é

Eu não consigo entender porque essas coisas, no final das contas só acontece comigo. Porque o idiota que me chama de amor, amor eu não consigo ficar afim, amor? Esse amor até que me irrita, e irrita mais ainda a maneira que ele escreve, mas cacete ele me dá atenção pelo menos, alias, ele programa viagens sem eu ficar sabendo, e faz todo o esforço do mundo para me ver sorrir. O outro lá, eu faço questão de chamar de merda, alias a minha irma faz questão de fazer isso por mim, mas ele tem aquele olhar todo bonitinho, aquela boca..nha nham... e não me venha vocês jogarem todas as pedras que vocês possuem em cima de mim, porque qual de vocês ainda não pensam na droga dos ex de vocês quando estão na merda. Existe um outro cara, que gastamais de 2 horas no telefone falando todas as graças do mundo, aquelas bem lindinhas que você fica pensando pensando e viajando acordada, afinal eu sou pisciana né, fora as trocas de emails gigantescos, mensagens, e depois resolve sumir por mais duas semanas, e diz que está cuidando da papelada para a tão esperada viagem pra Portugal, se ainda fosse me levar, iria valer de algo o sumiço. Tem o outro, alias, os outros, que não é um, dois e nem três, que namoram e um deles é até casado, mas que não me deixam em paz e me faz ficar pensativa pra caramba bichoo. Tirando ainda os outros ex e os que surgem do nada, e somem mais do nada ainda. Os pagodeiros, os forrozeiros, grrr. Detalhe nos amigos que eu faço depois de alguns beijinhos, já são 6 que se tornaram amigos, mas amigos mesmo, aqueles que hoje não rola nada mesmo, e tudo isso só acontece depois que ficamos, estranho não? Ou eu sou problematica demais para uma relação, ou muito legal, e eles acabam se tornando meus amigos. Agora o que não liga, que não procura, e muito menos demonstra, é esse que eu quero, puta que pariu viu, essas brincadeiras de falar a verdade brincando está me irritando (risos), eu dou estrelinha na sua frente, ando com melancia na cabeça, e ao mesmo tempo se faço da pessoa mais desencanada do mundo pra ver se pelo menos assim você resolve sair desse chove não molha. Será que se eu passar na sua frente pelada você me agarra?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O amor

Quando o amor te acenar, segue-o,
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.

E quando suas asas te envolverem,
rende-te a ele,
ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa ferir-te.

E quando ele te falar , acredita no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar teus sonhos,
assim como o vento norte açoita o jardim.

Pois, se o amor te coroa, ele também te crucifica.
Se te ajuda a crescer, também te diminui.
Se te faz subir às alturas
e acaricia teus ramos mais tenros, que tremem ao sol,
também te faz descer às raízes
e abala a tua ligação com a terra.

Como os feixes de trigo, ele te mantém íntegro.
Debulha-te até que fiques nu.
Transforma-te, retirando a tua palha.
Tritura-te, até que estejas branco.
Amassa-te, até que te tornes macio;
e então te apresenta ao fogo,
para que te transformes em pão,
no banquete sagrado de Deus.

Todas essas coisas pode o amor realizar,
para que saibas dos segredos do teu coração,
e com esse conhecimento sejas um fragmento
do coração, da vida.


Khalil Gibram Khalil

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mania de amar

Ainda quero um amor, mais um. Não um amorzinho qualquer, nem caso, nem casamento, nem paixonite. Nem precisa ser para sempre. Mas não vale amor comprado. Nem quero nada escondido, furtivo, apressado. Não me convêm as sombras, nem o outro lado da história. Um amor para amar, um amor de só viver. Feito de aconchego e tesão e distâncias que não sejam abismos, intimidade que não seja diluição, afinidade que não seja anulação. Um amor de mistérios sutis, fantasias libertas e silêncios solenes, comoventes. Ah!, precisa ser amor de espaços preservados. Não quero ser dona nem serva. Muito menos cara-metade: quero inteiro, de igual para igual, lado a lado, olho no olho. Amor de compartilhar, sem compartimentos. Só não pode invasão. Não quero clandestinidade, nem mesquinhez, não quero as sobras, quero o banquete. Quero plenitude nesse amor maduro e bem-vindo. Quero viagens, tardes chuvosas, estradas, hotéis. Quero soltura. Beijo na praça, no cinema,na sala, no beco. Público e privado. Às claras. Deve ser, um amor ósado e cheio de besteiras íntimas, me surpreendo, me pego sonhando, ainda querendo. Que mania, meu Deus! Que nem menina, que nem mocinha, que nem qualquer mulher, (duvido que todas não queiram...), ainda desejo aquelas velhas sensações risíveis: perna bamba, coração aos pulos, beatitude, frio na barriga, sexo molhado. Ah, como eu quero, um amor assanhado, descarado, louco para ser feliz e rir alto! Daqueles feitos de valsa e tango. De príncipe e de raptor. Estado de graça e cio. Verbo e carne. Amor explícito, melado. Xodó.
E por não parar de pensar no maldito bendito, eu digo rendida e inconformada, que ainda quero um amor feito de tudo e de nada, de fogo e de paz. Anacrônica e bobinha lá vou eu, sem medo de ser nem ridícula nem feliz. Não abro mão. Insisto, sigo querendo, totalmente apaixonada pela idéia de amar.

HILDA LUCAS

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Those Sweet Words

What did you say?
I know I saw you singing
But my ears won't stop ringing
Long enough to hear
Those sweet words
What did you say?
And of the day
The hour hand has spun
Before the night is done
I just have to hear
Those sweet words
Spoken like a melody
All your love
Is a lost balloon
Rising up through the afternoon
'Til it could fit on the head of a pin
Come on in
Did you have a hard time sleeping
'Cause a heavy moon was keeping you awake
And all I know is I'm just glad to see you again
See my love
Like a lost balloon
Rising up through the afternoon
And then you appeared
What did you say?
I know what you were singing
But my ears won't stop ringing
Long enough to hear
Those sweet words
And your simple melody
I just have to hear
Your sweet words
Spoken like a melody
I just wanna hear
Those sweet words

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Anúncio

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito:
precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

Clarice Lispector

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O ego e o desejo

Uma mãe levou seu filhinho ao psiquiatra e por mais de três horas ela lhe contou toda a história de seu filho. O psiquiatra estava ficando cansado, cheio, mas a mulher estava tão absorvida na sua fala que nem mesmo lhe deu oportunidade de impedi-la. Uma frase seguia a outra sem qualquer intervalo.
Finalmente o psiquiatra teve que dizer, "Por favor, pare agora! Deixe-me perguntar algo ao seu filho!"
E ele perguntou ao filho, ‘Sua mãe está reclamando que você não ouve o que ela lhe diz. Você tem alguma dificuldade de audição?’O filho disse, ‘Não. Eu não tenho dificuldade de audição – os meus ouvidos estão perfeitamente bem – mas no que se refere a escutar, você pode julgar por si mesmo. Você consegue escutar a minha mãe? Ouvir eu posso: eu tenho que ouvir. Eu estava observando-o – você estava incomodado. Não há como não ouvir, mas escutar – pelo menos eu sou livre para escutar ou não. Se eu escuto ou não, é uma questão minha. Se ela grita comigo, ouvir é natural, mas escutar é uma questão totalmente diferente.’ Você ouviu, mas você não escutou, e todo tipo de distorção se juntou ao redor. As pessoas seguem repetindo aquelas palavras sem qualquer idéia do que elas estão repetindo.

[Osho]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

=/

Oi mamãe, tudo bom? Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha. Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe, outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido. Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo !!!!!! Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido, e já começo a ver como o meu corpinho começa a se formar, quer dizer, não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade !!!!!! Estou muito feliz!!!!!! Mas tem algo que me deixa preocupado... Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere. Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar... Mamãezinha me diga o que foi? Por que você chora tanto todas as noites?? Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro? Vocês não me querem mais ou o que? Vou fazer o possível para que me queiram... Já passaram 3 meses, mamãe, te noto muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confuso. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita amanhã. Não entendo, eu me sinto muito bem.... por acaso você se sente mal mamãe? Mamãe, já é dia, onde vamos? O que está acontecendo mamãe?? Porque choras?? Não chore, não vai acontecer nada... Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas. Ei !!!!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha?? É um brinquedo novo?? Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa?? Mamãe !!!! Espere, essa é a minha mãozinha!!!! Moço, porque a arrancou?? Não vê que me machuca?? Mamãe, me defenda !!!!!! Mamãe, me ajude !!!!!!!! Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho?? Mãe, a minha perninha, estão arrancando. Diga para eles pararem,juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar. Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte..... ai..... mamãe, já não consigo mais... ai... mamãe, mamãe, me ajude... Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão. Por favor, não chore,lembre-se que te amo muito e que estarei aqui te esperando com muitos abraços e beijos. Te amo muito Seu bebê.

[desconheço o autor]

terça-feira, 15 de julho de 2008

Your Love is a Lie

I fall asleep by the telephone
It's two o'clock and I'm waiting up alone
Tell me, where have you been?
I found a note with another name
You blow a kiss but it just don't feel the same
'Cuz I can feel that you're gone
I can't bite my tongue forever, while you try to play it cool
You can hide behind your stories
but don't take me for a fool!
You can tell me that there's nobody else – (but I feel it!)
You can tell me that you're home by yourself – (but I see it!)
You can look into my eyes and pretend all you want but I know, I know
Your love is just a lie! Lie! Lie!
It's nothing but a lie! Lie! Lie!
You look so innocent, but the guilt in your voice gives you away
Yeah, you know what I mean
How does it feel when you kiss when you know that I trust you
And do you think about me when he fucks you?
Could you be more obscene?
So don't try to say you're sorry, or try to make it right
And don't waste your breath because it's too late, it's too late
You can tell me that there's nobody else – (but I feel it!)
You can tell me that you're home by yourself – (but I see it!)
You can look into my eyes and pretend all you want, but I know, I know
Your love is just a lie! Lie! Lie! Lie!
It's nothing but a lie! Lie! Lie! Lie!
You're nothing but a lie!
You can tell me that there's nobody else - but I feel it!
You can tell me that you're home by yourself - but I see it!
You can look into my eyes and pretend all you want, but I know, I know
Your love is just a lie! Lie! Lie! Lie!
It's nothing but a lie! Lie! Lie! Lie!
You're nothing but a lie!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aluga-se um coração

Como diz um amigo, a nossa raça está entrando em extinção, o certo é esperar pelo o que está predestinado a nós.

OU NÃO!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Defeito Grave

No começo de um relacionamento, não se deve perder tempo excessivo para definir a situação. Em alguns casos a lentidão demasiada gera amizades inesperadas, mulheres interessantes acabam ficando como amigas. A amizade prejudica e interrompe qualquer possibilidade de investidas românticas. O pior disso tudo, quando resolvem fazer confidências da vida afetiva, situação constrangedora e desagradável.

(por Hannibal)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sem Tempo

O inverno é propício para o amor, o verão estimula desejos. Amores de inverno são mais aconchegantes, mais ternos e românticos, assim como as roupas de inverno, as bebidas de inverno, as comidas. Ouso dizer que a necessidade de garantir fontes contínuas de calor torna os namoros do inverno mais duráveis. Desejos do verão são andorinhos, riscos rápidos no céu.
Será que isso ainda vale?
Leio intrigado, uma reportagem na qual se adianta, com a leviandade própria dos diários populares, que casais jovens urbanos da classe média já não fazem questão de namoros duráveis: algumas semanas está bom para eles. Não acontece só com os homens, diz o jornal: as moças também não têm tempo para o amor dedicado. Antes de chegarem a um ponto em que romper seria uma pisada feia na bola, eles se separam. Criaram uma ética da separação: não podem "enganar" a paquera, levando-a a pensar que aquilo vai continuar, que ela é a pessoa da sua vida. Chega a hora de "dar um tempo". Dão o que não têm: tempo.
Poderiam, se quisessem, prolongar a relação. Quando os níveis de urgência baixassem, poderiam exercitar a tolerância, acomodar-se aos pequenos defeitos de parte a parte, buscar prazeres socializados, se conhecer em profundidade, encaixar projetos. Mas há muitas coisas no caminho, como a carreira, os cursos, as baladas, os gostos, outras pessoas, a turma, a liberdade. Como colocar uma pessoa apenas na frente de tudo?
Uma pesquisadora e uma antropóloga americanas chegaram a balizar a duração das paixões amorosas modernas: por volta de dezoito meses. É o tempo que dura o desejo, diz a pesquisa. Lembro-me de um filme de Marilyn Monroe de 1955, O pecado mora ao lado, que girava em torno da "comichão dos setes anos", ou seja, a altura do casamento em que brota no homem o desejo de pular a cerca. Sete anos. O tema do filme deve ter-se baseado em alguma pesquisa da época. As pesquisadoras de agora reduzem o prazo da coceira para dezoito meses. Lá. Aqui, a julgas pelos jornais, a coceira não dá essa trégua. Trópicos...
O desejo é furtivo, misterioso, subjetivo e cambiante. Pode querer uma coisa hoje, outra amanhã. Ou uma coisa em uma pessoa hoje e a mesma coisa em outra pessoa amanhã. O desejo não tem compromisso com pessoas, mas com objetos. às vezes é incompreensível para quem o vê de fora, por isso se fala em "obscuro objeto do desejo", "quem ama o feio bonito lhe parece" etc. O desejo tem sua dinâmica secreta.
Já o amor joga aberto, divulga, anuncia, nomeia o que quer, e é sempre mais do que o desejo: quer compromisso, casa, filhos, projetos comuns. Significaria que o casal não se deseja mais? Não, o desejo espreita nas frestas do amor.
Há os inquietos, os instáveis. Amam uma pessoa e desejam outra, imaturos. E há os casais que se bastam, não querem filhos, não querem se subdividir, como aqueles que aparecem numa reportagem da VEJA. Estáveis, duráveis, blindados. É meio europeu, isso. Um modo civilizado de não ter tempo.
Esta digressão já vai longe, volto ao ponto de partida. Falava do inverno, do gostoso relacionamento do inverno, que se alonga além do tempo que dizem estar na moda. Ninguém quer ficar sozinho no frio, tomar tapa de vento gelado nas esquinas. A estação sugere ficar em casa, dividir um cobertor, um sofá sob agasalhos com filme rolando, um vinho, uma pizza delivery, um chocolate quente, uma sopa, pés entrançados, calores compartilhados. Diminuem os adeptos do amor breve, pois dá trabalho criar a intimidade que favorece levar uma pessoa para dentro de casa.
Alguns ficarão. Outros, quando o verão chegar, hão de preferir o vôo das andorinhas.

Ivan Angelo

domingo, 6 de julho de 2008

...

Porque eu sou feita pro amor, da cabeça aos pés, e não faço outra coisa do que me doar.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Pré-CONCEITOS

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
Os
antropólogos nos ensinam que, ao avaliarmos os costumes de outros povos temos têndencia de partir de nossos valores culturais, o que representa uma atitude etnocêntrica. Quando isso acontece, corremos o risco de procurar neles "o que lhes falta" e esquecemos de ver com clareza o que eles são de fato.
O preconceito leva à discriminação quando pessoas são classificadas pela sociedade " diferentes" (tais como
pobres, negros, homossexuais, mulheres, idosos e doentes mentais) são considerados inferiores e excluídos dos privilégios desfrutados por aqueles que se consideram "melhores".[1]
As atitudes preconceituosas podem ter inúmeras causas, desde a maneira como aprendemos a lidar com certas pessoas até problemas interpessoais exteriorizados naqueles que desprezamos; e consequencias infelizes, principalmente quando pessoas realmente capazes são excluidas por terem algo que as diferencia das demais.


ME DEIXE VIVER!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Lugares Proibidos

Depois de escutar milhares de vezes a mesma música durante o dia todo, até o chefe(pai) sabe cantar, e você, entendeu?

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já.

Helena Elis

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Lips Of An Angel

Querida, porque você esta me ligando tão tarde?
Esta um pouco difícil falar agora
Querida porque você esta chorando?
Esta tudo bem?
Eu tenho que sussurrar porque não posso falar alto
Bem, minha garota esta no próximo quarto
As vezes eu desejo que ela fosse você
Eu acho que realmente nunca deveríamos ter nos separado
É realmente bom ouvir sua voz
Dizendo meu nome
Isso soa tão doce
Vindo de lábios de um anjo
Ouvir essas palavras
Me faz enfraquecer
E eu
Nunca quis dizer adeus
Mas menina, você faz isso difícil ser fiel
Com lábios de um anjo
É estranho que você esteja me ligando essa noite
E sim eu sonhei com você também
Ele sabe que você esta falando comigo?
Vai começar uma briga?
Não, eu não acho que ela indicaria
Bem, minha garota esta no próximo quarto
As vezes eu queria que ela fosse você
Eu acho que realmente nunca deveríamos ter nos separado
É realmente bom ouvir sua voz
Dizendo meu nome
Isso soa tão doce
Vindo de lábios de um anjo
Ouvir essas palavras
Me faz enfraquecer
E eu
Nunca quis dizer adeus
Mas menina, você faz isso difícil ser fiel
Com lábios de um anjo
É realmente bom ouvir sua voz
Dizendo meu nome
Isso soa tão doce
Vindo de lábios de um anjo
Ouvir essas palavras
Me faz enfraquecer
E eu
Nunca quis dizer adeus
Mas menina, você faz isso difícil ser fiel
Com lábios de um anjo
Nunca quis dizer adeus
Mas menina, você faz isso difícil ser fiel
Com lábios de um anjo
Querida porque você esta me ligando tão tarde?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu?!

"Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. e espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. mas dá realmente pra ser assim?"

Tati Bernardi

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Intensa

Com a quantidade de filmes que vi no final de semana, até que foi produtivo. O que realmente não foi nadinha, foi a minha tamanha grosseria devido a tensão (antes, durante e após) mestrual.
É, eu fico chata, apesar de escutar isso frequentemente nos últimos tempos, bem mais sensível, e muito mais intensa.
Se é pra chorar, eu choro de soluçar mesmo, se for pra rir, que doa a barriga, se for pra conversar, que seja a noite toda e se for pra me dar bronca, que seja aquelas broncas violentas.
Se bem que a única coisa que me preocupa mesmo, é a sensibilidade aguda, tanto as externas como as internas andam me deixando de um jeito estranha. O mais estranho da estranha aqui, é que mudei pra cacete sem forçar nada, simplesmente por que tinha que acontecer, e isso anda me irritando.
Eu merecia nesse final de semana aquele esporro de me deixar tonta, zonza e desmaiar (drama, to intensa, rs), mas a única coisa que eu escutei foi:

-Não vou te cobrar a consulta, só não posso te abraçar, porque eu não posso ter sentimentos diante de meus pacientes.
Pois é, mas o importante foi que as palavras dela me deixando bem mais estranha, bem mais pensativa, e bem mais chata. Eu quero que a estranha saia daqui de dentro agora, mas como conversamos, do mesmo modo que ela entrou sem forçar nada, ela tem que sair, do mesmo jeito, sem forçar nada.
Pulllllta que pariu, isso anda me irritando pra cacete gente, parece que estou brigando com uma outra helen, bem mais chata do que eu mesma, dois eus, dois inconscientes, a única diferença é que uma insiste em agir pela razão e a outra pela emoção. E eu não sei o que eu faço, só quero voltar a ser o que era, e parar de ficar criando ilusões baratas que eu sei (e como sei) que são sem pé nem cabeça, sem fundamento e que não irá me levar a lugar nenhum, a não ser o sofrimento.

Vocês entenderam alguma coisa? Nem eu.

domingo, 22 de junho de 2008

Eu só queria um namorinho de portão

Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela.
Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas. Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.
Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?
Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.
Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa. Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.
Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.
Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum.
Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita. Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.
Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.
Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.
Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo.
Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente.
Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.
Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo.
Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?
Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer.

Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.

Tati Bernardi