quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Janta

Eu queria escrever algo, até tenho vontade, mas falta inspiração e tempo. Achei uma música que traduz tudo. Meu the best! Coisa louca né, nao sei explicar direito não, e te falar que nem quero....tá gostoso assim... Coisa rara!


Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
caberá ao nosso amor por o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together

I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
and please my day
I'll let you stay with me if you surrender

Do cara que odiamos pra caralhoo, Marcelo Camelo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eu também sei, talvez...

E você tem a cara de pau de me dizer que quer uma mulher com sentimentos verdadeiros! E eu sou o quê? Inflável? Não pense que vai me conquistar com essas gentilezazinhas! Eu tenho cérebro, tá entendendo? Eu tenho cérebro!Que homem, hoje em dia, manda flores no dia seguinte pra uma mulher de verdade? Tá pensando o quê, que sou alguma boba do século passado? Eu não quero flores murchando em porra de vazo nenhum. Cheiro de defunto na minha sala? Tô fora, amigão. E mais uma coisa: todas as mulheres modernas fazem regime. Não, não é dieta, é re-gi-me mesmo. E você me aparece com essa droga de bombom altamente calórico? Pára por um segundo e pensa no meu sofrimento, depois, numa bicicleta ergométrica. Rá! Não sou boba, não. Saquei qual é a sua.Já deviam ter te dado esses tipos de dicas. Não use essa blusa no ombro nunca mais. Caso contrário, desvie quando me encontrar na rua, por gentileza. Saiba que eu também sei abrir portas, puxar cadeiras, atravessar ruas. Percebo claramente que você é mais um desses que pensa que mulher é deficiente mental, incapaz, louca e/ou burra.Tudo isso é pra me botar dependente, carente, quase uma ignorante. Aí, quando eu estiver precisando de você mais do que tudo nessa vida, você alega estar sufocado.Ah, vá pastar.Prefiro assim: a gente marca um dia qualquer, dia útil preferencialmente, para que possamos viver nossos finais de semana individualmente, usufruímos dos corpos e fluídos um do outro e simultaneamente. Depois disso, cada um entra em seu carro e dorme em sua cama single, seguindo a vida como ela deve ser – o que nem sempre coincide com o que ela é, obviamente.Não, não preciso do seu sobrenome, profissão, estado civil. Não há necessidade pra tanto, meu bem. Sejamos práticos: nada disso faz referência ao seu corpo, que é o objeto em questão. Não preciso de carona, não há necessidade que você saiba onde moro, já que não esperarei uma visita, nem precisamos comer juntos, a não ser que seja um ao outro, mas esse item já mencionei quando falei sobre fluídos e tals.Como você pode ver, será divertido.Tenho apenas um pedido, muito simples e evidente: ao nos encontrarmos, por favor, me beije na boca e diga que me ama, só mais uma vez.Que tipo de mulher você pensa que sou? Instável, inflável? Depois de toda essa troca de afeto, atenção e carinho, você me nega uma droga de beijinho na boca?Porra, só mais uma vez!

Samantha Abreu

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Prazer pela Metade

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido!?Uma só!

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil(a imensa maioria das mulheres continua com pavorde ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçaros recursos do Planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo defazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai... Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'... deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi Santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora!' Nós,que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos(devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores,vários beijos bem dados,a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate,um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente.
Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz para consertar o estrago.

Leila Ferreira

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Saudade

Eu nunca tive vontade de ir a Disney, muito menos de ter todas as Barbie's, de ter o Ken. O máximo que eu pedi foi o bambo-tchan, e esse eu tive, porque era divertido demais, brincar com as amigas da vizinhança de ver quem rebolava mais. Tudo que era pequeno, e não tão valioso assim, me valia mais.

Na verdade, o que me faz sentir falta mesmo, de todo aquele tempo lindo que eu tinha, é de como era bom, e inocente ser criança. A vontade de sair correndo pela rua, descalça, sentindo o asfalto quente, ou a rua do meio, que era de terra. Banhos de chuva me fascinavam, admirava tão mais a natureza, e nem tinha praia aos finais de semana para saborear, e fazer castelos de areia. Ficava doente sim, não quando decidia banhar-me na chuva, e sim ao contrário, quando a minha mãe resolvia dar uma de brava, e me deixar sentada na janela ver todos na rua correndo pra lá e pra cá, com um simples banho e eu aguada, com vontade de estar lá.

Saudades dos amigos que sonhavam junto comigo, e não os destruiam com palavras tão tristes e feias. A falta de irresponsabilidade, que hoje faz um falta enorme. Alguém já percebeu, como era lindo acordar todas as manhãs, e cedo viu, coisa que hoje me dá uma preguiça, e admirar cada coisa pequena que se via. Da não preguiça de andar até o colégio, da não preguiça de cumprimentar todos, e descer até a casa da vovó e dar um beijo nela. Na pressa incessante de voltar pra casa e brincar, de comer, de ver os amigos, de jogar baralho com a vovó, e hoje pedir mil perdões pelas vezes que a roubei no baralho, só para ganhar as suas moedas. DESCULPA VÓ!

Saudades das escolhas que fiz, e quase sem proposta mudaram todo o meu destino. A vida urbana, em um lugar quase rural. Dos amores infantis, mesmo nem sabendo o que era amor, do sofrimento e reflexões de tao pouca pretensão onde achava que seria o fim do meu mundo, realmente eu não sabia o que era esse bichinho sofrimento. Hoje rio. Como eu era feliz. Ainda sou, com um "que" de diferença, com muitas histórias e lembranças na bagagem, e a mesma quantidade de responsabilidade.

Saudades de ser precose em algumas coisas, e tão incrívelmente atrasada em outras tão importantes. Das brincadeiras de escolinha, e eu sempre dominando a mente de todas, e conseguindo ser a professora. Dos meus choros, do trabalho que dei a minha mãe sobre a relação com as minhas amigas na nova escola. Dos amigos, que eram amigos só no transporte escolar. Do excesso de risadas. Do excesso de reunião de familia. De alimentar meus cachorros, de morar em casa, e ser obrigada a descer e subir escadas, e hoje não dar tão valor assim pra elas.

Saudades das brincadeiras que mamãe fazia, e as tortas na cara com os ovos de pascoa derretidos, eles eram muito mais gostosos assim. Da procura dos ovos que a minha mãe fazia com tanto carinho para encontra-los, mesmo nunca tendo acredito em papai noel e coelhinho da pascoa. Das festas que podiamos dar em casa, pois os vizinhos não reclamavam dos horários de som, pelo contrário, a vizinhança inteira era convidada, e o bairro fazia a festa toda. Dos jogos de futebol em época de copa, onde brigava com a turma mais velha da rua que não me deixava pintar as calçadas, e me faziam carregar tinta pra lá e cá.

Saudades dos jogos de volei, que aos domingos, eram sagrado. E eu como café com leite, não contava muito, alias, antes dos jogos ainda tinha que colocar as proteções em todas as lanças que ficavam perto da area do jogo para não furar a bola, pra isso eu servia, e eu achava aquilo tão divertido. De fogueira, como eu adorava fogueira, fogueira e pipoca em época de sao joão. Do meu primeiro beijo. Da minha primeira desilusão. Das brigas que arrumava na escola com os meninos, e fazia todos os meus primos, que não eram poucos, brigarem por mim.

É, o tempo não parou para que eu pudesse aproveitar tanto isso, só a saudade mesmo faz com que eu pare por frações de segundos e lembre de tudo. E eu reclamava que queria logo os meus 18 anos.

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida"

FIM

"Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta".

George Ivanovitch Gurdjieff.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Suspeita

Desconfio que envelheci. E talvez envelhecer seja saber escolher. Algumas coisas, não topo mais. Como sair de uma festa escura e esfumaçada me sentindo estranha por não ter ficado até alta madrugada. Não preciso provar mais nada pra ninguém. Nem pra mim mesma. Saudade, filho. De gostar de ficar quieta. Saudade da temperatura do amor. De paz, calmaria e preguiça. E uma vontade de acreditar que existe alguém assim, como eu, em busca de alguém assim, como eu. Talvez pensando agora sobre a mesma falta. Então vou fazer um desejo bom pra esse alguém e vou dormir o sono dos justos. Para amanhã acordar feliz, embora exausta, diante do seu sorriso inquieto e guloso.

Cris, mãe do Cisco! Blog lindo de se ler.
http://parafrancisco.blogspot.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

TRUE LOVE

Just like the land that bear the name Africa,
Love is on my mind.
It's for everyone no matter where you're from,
Love, it cross all lines.
Like the feeling of all the seasons changing,
Love is a memory
And in these last days, when iniquity blazing,
Truth Love Speaks.

I need true love
Do you know what you mean to me
(True love)
Does it show as I live and I breath
(True love)
In the valley of the shadow, I know you'll be.
(True love)
I defense, I conquer death
And I conquer the enemy (envy).
What is love really if it only affects, one aspect of life?
That's like a musician who only accepts, his own musical type.
That's like a preacher who only respects sunday morning, and not saturday night
That's how a soldier can come to reflect,
that Love is more than a man and a wife.


In a time of plenty, Jah gonna keep I strong.
Things get how and I keep cool, yeah,
Jah gonna keep me strong.
When I n' I cup is empty,
Jah gonna keep I strong.
When I n' I cup is full, yeah,
Jah keep I from their temptation.

"É HOJE"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Palavras até me conquistam temporariamente..Mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Queria ser homem \o/

Nós, mulheres somos complicadas demais. Porque sempre temos medo de se envolver? Vivemos na farra, porém, sempre imaginando um namoro, e quando se envolvemos, nos assustamos, e fugimos. O engraçado é achar que está tudo lindo. Que a relação tá perfeita, que nunca pensariamos em gostar de alguém tanto assim, e tão depressa, porém por causa do medo, paremos por ali. As pessoas estão com medo de ser feliz. Cara, tá todo mundo virando masoquista neste planeta.

domingo, 5 de outubro de 2008

EU TE AMO

"- ainda gosta dela?

- gosto... muito. sou amarrado... e fico aqui dentro... com medo de sair... só saí uma vez. tomei um porre e voltei logo.. foi o dia em que te conheci... acho que estou ficando louco ... ... ... ... ... ... eu tenho raiva de estar sofrendo... eu acho esse negócio de amor um troço ridículo... ficar pensando em uma só pessoa... um absurdo! mas eu não consigo... só mesmo cortando a cabeça. eu te invejo. você é bem mais moderna com teu aviãozinho que fazer michê."


Arnaldo Jabor

Realista

Ou é quente ou é frio. Morno eu vomito.

sábado, 4 de outubro de 2008

Desistir

"...mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem..."

Ninguém sabe como aconteceu. Surgiu do nada em sua vida. Não pediu pra entrar, nem bateu na porta, entrou de supetão. Simples assim. Lhe arrancou um beijo e se quer se importou se havia mais alguém ali, decidiu se alojar onde quer que fosse. Fez seu papel muitíssimo bem. Ela, apenas com a idéia de "vamos ver qual que é" condicionada a viver o hoje, buscar o hoje, somente o hoje. Porém ela se envolveu. Se diferente dos outros, ela tinha alguém que a surpreendia, lhe dava rosas, namorico de portão com direito a café da manhã sem datas especificas, telefonemas inusitados e mensagens com calorosas palavras. Aquilo era um amor volátil, tinha de ser. E foi. Ele se foi. Dos carinhos, cheirinhos e afagos, restou pra ele, o que se tornaria platônico. Ainda sim, ela preferia não acreditar. Insistiu, retornou algumas ligações. Mas ele, sem deixar nenhum bilhete, se foi. Foi, e levando junto, toda a certeza que ela tinha de ser algo que poderia dar certo. De vez em quando ele reaparece, e sem intenção, pertuba. Ela? Ela tenta ser forte, tenta não parecer mal, mas só com atitudes radicais é que as coisas lhe acontecem na vida. Dessa vez então, será diferente. Ela, por via das dúvidas, trancou a porta com chave e adaptou olho-mágico. Tudo por medo dele voltar a querer encontra-la em seus sonhos. Sonhos reais.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O não que tinha alma de sim

Só quem tem o poder de te fazer sentir viva, pode fazer você se sentir morta. Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte. Só quem tem o poder de tornar o mundo leve e fazê-la flutuar, também pode afundar sua noite e fazer com que seu corpo se arraste pelos restos que sobraram da festa. Aonde está a força de negar um desejo se enquanto ele não é saciado continua existindo? Desejos nascem, ocupam lugares interessantes do seu corpo, e não morrem antes de um formigamento exausto de prazer, uma manhã suja de arrependimentos, hálitos estragados de amargura e clicks que a vida nos dá, também chamados de momentos de verdade, que em muito se parecem com toques de mágica para você sair do estado encantado e falso da imaginação. O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens. Você pensa que é forte sendo moralista, respirando fundo, contando até mil, sumindo da festa, rezando, desviando sua atenção, mas ele está lá, num bar com amigos, te olhando de longe. E ele continua lá mesmo depois que o táxi o levou, meio embreagado, para casa. Ele está no vazio que deixou, na dúvida de como poderia ter sido, na esperança do próximo encontro, na consciência leve pela negação e pesada pela cobrança de um tesão ainda latente. Pecados existem, não os julgados por Deus, não as pecuinhas julgadas pelos humanos. Pecados existem dentro dos corações traidores. Mas se antes meu coração ardeu e se assustou de pecados, agora ele chora de saudade, de covardia e de aceitação. Ele está puro e nem por isso tranqüilo. Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta. Você só coloca um ponto final nele se for até o fim. E o fim pode ser um simples enjôo ou, na pior das hipóteses, a morte. Mas você viveu. Para matar um desejo é preciso viver, nem que depois você morra junto com ele. Indo embora para casa, segurei o peito, que parecia solto, e abafei uma lágrima. Como eu queria agora estar com ele. Por aquelas três horas pagas de delícias e mais meia de arrependimento na hora de se vestir. Por aqueles segundos de esquecimento, mais meses de lembrança. Por algumas palavras idiotas, mais muitas contidas para não parecer idiota. O desejo me acompanhou até em casa. Muito , muito mais forte que minha nobreza em ter dito não. Ele está lá. No seu coração, na sua mente, no cheiro que você carrega junto com seu passado. Ele está em cada batimento cardíaco contraído da sua vagina, em cada torção contraída do seu estômado, em cada momento descontraído de seus hormônios. Você está aqui. Em cada linha que eu escrevo tentando ser boa redatora, em cada momento correto que eu me agarro para não deixar você errar, em cada provocação estratégica para você nunca desistir de insistir em errar. Você está aonde eu quero chegar, em tudo que eu quero negar, muito presente. Não quero uma só uma escapadinha, não quero uma vida ao seu lado. Não quero nunca mais te ver. Queria ter dez minutos com você, o bastante para não mudar minha vida em nada. Quero outra vida. Não estou nem aí pra você. Só penso em você. Você é meu amigo, você é um conhecido, você foi a melhor noite da minha vida. Mais do que qualquer certeza, confusão é paixão. Quis demais que você fosse embora, quis demais que você ficasse pra sempre, quis não pensar, me agarrei numa lógica fria que berrou no meu ouvido que toda ação tem sua reação. Toda traidora tem seu dia de enganada. Toda vontade negada tem seu dia de câncer. Todo silêncio tem seu dia de grito desesperado. Entenda cada som, de cada letra, de cada palavra, de cada frase, de cada sentença, de cada idéia carregada de desejo, como um grito de cada parte do meu corpo que ficou lacônica quando sua presença física abandonou a festa. O desejo era tanto, que travei. Tive medo que você tirasse meus grampos e minha maquiagem, a roupa que vesti para seduzí-lo. Tive medo da hora de ir embora, a maior solidão de uma mulher é não poder dormir nos abraços do seu amado, pois ele é sua apenas por três horas. Tive medo da sua pressa, que sempre me ofende tanto. Tive medo da sua fidelidade. Você sempre me comeu muito bem, mas nunca me emprestou sem ombro, seu colo, sua mão, seu olhar carinhoso, seu suspiro, seu sono, sua fragilidade. Tive medo de ser só desejo, porque para mim sempre foi mais. Prefiro ser perseguida pelo meu desejo, que não tem dia para acabar, do que ser abandonada mais uma vez pelo seu, que dura no máximo três horas.

Se a Tati Bernardi não tivesse escrito esse texto, diria que era meu, COM ALGUMAS CORREÇÕES TÁ!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fugindo de mim

Uns puxões de orelha as vezes nos faz acordar e ver quem realmente somos, mesmo não precisando da opinião de ninguém pra isso. Desculpem amigos, mas os carinhos na minha cabeça, e o "ah vai passar", eu estou dispensando. Queria mesmo alguém, e tive, que me pegasse pelos braços me olhasse nos olhos como se fosse me engolir, no bom sentido, e me sacudisse até estalar as minhas costas, estágio esse, de elo máximo onde despenco e fico meio anestesiada, pra quem não sabe, odeio massagem e estalos, mas isso não vem ao caso agora.

Na verdade, o que fez pensar muito sobre o sermão que recebi foi justamente sobre as minhas reações e manifestações diante das circustâncias que andam me ocorrendo.
Parei, pensei.... É verdade, estou mentindo pra mim mesma, ou quero uma coisa, ou não quero, que putaria essa, de falar pra Deus e o mundo que desisti de algo, que vou deixar de fazer, de gostar, de correr atrás e aceitar a situação, e depois disso, simplesmente querer sumir, achar que é a coisa mais certinha de se fazer, e fica ai mal por causa das MINHAS próprias atitudes, MINHAS, só MINHAS, eu disse minhas atitudes. Foi nesse período de lutar/desistir que fui questionada sobre a minha forma de lutar. Será que a reação que estava tendo era a correta, estava coagindo a mim mesma, fazendo crer, que o máximo que poderia, já tinha sido feito. E depois de muita conversa, vi que realmente nada, nadinha fiz para tentar reverter a situação.
Dizia ter tentado de tudo, o que na verdade era o que eu achava que tinha feito, mas simplesmente dizer não é o bastante.

A maioria das pessoas constumam desistir de alguém quando ela deu alguma mancada, ou quando pisou feio na bola. Desistir de alguém que nos faz bem nao é o caso né? É muito mais díficil colocar na cabeça que temos que esquecer-lo só porque ela não querer nada com você, achar que ela não tem porque gostar de você, ou estar afim por estar. Aceitar simplesmente que alguém não nos quer e ficar culpando-o é bem mais fácil, assim temos alguém para culpar, alguém para jogar todinha a culpa, e achar que a forma que agimos é a mais correta. Sempre achei, e ainda acho, que a melhor forma de pensar e agir é a forma que levo e encaro as coisas, o meu modo de ser, uma mesmice que só. Só que acordar o culpando também é legal, será que ele mesmo era culpa de tudo, ou sou eu a culpada? É....tsc tsc...

Nenhum momento da minha vida, não só neste caso, mas nenhum, tentei convencer alguém a aceitar algo, encarei as coisas com o resultados delas, achando que tudo estava certo como estava, se deu errado é porque tinha que dar, se alguém não falasse mais comigo, era a opinião dela, encarei, e aceitei, simples assim. Só que hoje to pensando, será que é o certo? Desistir sem tentar? Não estou dizendo que sou fraca, ou que desisto das coisas, aceito, SÓ aceito. Só que momento algum me questionei em relação a isso, até ontem.

A porra da vida é uma conquista, ele disse. Tudo é conquista, tá, isso eu sabia. Ele disse, os relacionamentos também são. Quando você pensou em conquista-lo em Helen? Pois é, e lá se vem mais questionamentos sobre as minhas atitudes, essas que na verdade nunca foram de certo atitudes, porque simplesmente não fazia merda nenhuma. Voltando ao ponto de achar que dizer não é tudo, nada mais fácil do que dizer:

-Ai fulano, estou afim de você, ti quiero. Mas se você não quiser, legal. Siga a sua vida que eu sigo a minha. E pronto.

A presunção e o medo me assusta as vezes, talvez por isso, neste caso, eu não reagi, aceitei, como todas as vezes, a reação alheia. Estou nessa situação porque assimilei que perdi, admiti, mas o que? Eu nem tinha feito nada. Só disse, só falei. Foi quando surgiu mais um questionamento, e uma revolta por parte do meu amigo. rs Meu comentário tinha sido, mas eu não admiti que perdi, só sei a hora exata de me retirar. Essa foi a hora da sacudida, logo em seguida veio um, ACORDA HELEN.

Acordar, eu não acordei, mas um susto, e que susto, eu tomei viu. Cade a luta dona Helenzinha, nada nessa vida é muito fácil, muito menos a paixão (será que estou apaixonada). Temos que lutar pelas coisas que queremos, ou então ser um saco de esperma de um monte de cara nada haver. Biichooooooooooooo, essa frase, ou essa conversa me chocou demais, eu estava já sem o que falar, só escutando, quietinha e com aquela cara de cachorro sem dono, ou o gato do filme shrek, sou péssima de filme infantil. rs

É tudo tão verdade, todo esse tempo, de lá pra cá, ando triste, desanimada, decepcionada por não ter alguém e nem penso num plano para te-lo, achava que o plano era, falei que sou afim e tá bom, na verdade, ao meu ver, estava ótimo, já tinha feito demais mesmo. Mas como o individuo vai saber quem sou, o que tenho mais que todas as outras garotas, ele jamais ficará comigo porque gosto dele, isso não é conveniente, não é favorável, gostar não é tudo, estava fácil demais me acomodar nesse resultado, e como todos passavam a mão na minha cabeça, eu achava que estava certa, afinal, é bem mais fácil aceitar do que expor o que estou sentindo, ou tentar mudar as coisas, não forçar a barra, mas faze-lo decidir depois de reconhecer realmente quem sou, o que quer.

Por mais que exista, se que é que existe, atração e afinidades, é preciso muito mais do que "sou afim, e ai decide o que quer logo", e o logo é verdade, porque eu sou impaciente pra cacete. E mais uma vez ele tinha razão, isso não funcionaria comigo, eu queria mais, muito mais de alguém pra poder sentir ou ter algo. Mudar de atitude até pode ser uma opção, mesmo que no final das contas ele diga que não quer mesmo, pelo menos terei certeza, e a minha atitude mudará, e com certeza a minha perspectiva também. Mesmo depois de muitas indagações ainda me sobram, ou faltam milhares de dúvidas, deve ser porque nunca me dispus a ter, ou querer, alguém dessa forma. Assim quando pensar em algo do tipo que estiver fazendo mal, colocaria a culpa em mim, toda a responsa pra mim, depois que assumir isso, eu me sinta melhor e tome alguma atitude.

Enfim, estou pensando em render-se menos, e dispor mais. Acomodação sempre me irritou, até eu ver o quanto eu era acomodada. Hunf ¬¬

Fabio lindo s2

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

viva!

Um brinde aos sozinhos, os únicos sortudos que não serão traídos por pessoas queridinhas.
E não é dor de cotovelo, OK?!