segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mente Medíocre

Pergunta: A tradição, os ideais e um certo senso de moralidade social mantinham as pessoas medíocres como eu ocupadas de maneira virtuosa; mas essas coisas já perderam para a maioria de nós toda a significação. Como podemos libertar-nos de nossa mediocridade?

Krishnamurti: Senhores, que é uma mente medíocre? Não a definais - umadefinição pode achar-se facilmente num dicionário -, mas observai vossa mente e tratai de descobrir por que é ela vulgar, medíocre. Diz o interrogante que a tradição, os ideais e um certo senso de moralidade social mantinham ocupadas, de maneira virtuosa, as pessoasmedíocres como ele. Ora, isso não era uma “maneira virtuosa”, mas uma maneira tradicional. Fazer o que a sociedade manda não é virtude; é meramente atuar como gramofone, e isso nada tem em comum com a virtude. Virtude implica liberação da avidez, da inveja, da ambição de poder, e que a pessoa fique só. Somente então pode-se falar em virtude. Atuar mecanicamente, porque durante séculos fostes educados para pensar de uma certa maneira e ajustar-vos a um certo padrão, isso não é virtude.
Que é então mediocridade? Não o sabeis? Não sabeis o que é uma mente medíocre? Ora, isso é muito simples. A mente ocupada é uma mente medíocre. Com o que quer que esteja ocupada - Deus, bebidas, sexo, poder - ela é uma mente medíocre. Compreendeis, senhores? A mente que pratica virtude de manhã à noite é uma mente ocupada, e portanto, medíocre já que está interessada em si própria. Podeis dizer: “Não estou interessado em mim mesmo; estou interessado na Índia”; mas isso é apenas transferir a própria identidade pra a uma coisa e ficar ocupado com essa coisa. Toda ocupação - com um livro, um pensamento, com qualquer uma dúzia de coisas - denota mediocridade, porque a mente ocupada não é uma mente livre. Só a mente livre pode dar atenção a uma coisa e depois “soltá-la” - e isso é bem diferente de ficar ocupado com ela. A mente ocupada jamais pode ser livre. Examinai vossa mente, para verdes quanto ela está ocupada com vossos interesses, com vossa família, vosso emprego; da manhã à noite, nunca há um momento em que esteja vazia - o que não significa um estado de apatia, de vegetação, ou de devaneio. Isso não é vazio. Quando a mente está ocupada, cansa-se e opõe-se a pensar vagamente noutra coisa - e isso é apenas outra forma de ocupação. Não é disso que estou falando. A mente não ocupada acha-se em extremo vigilante, mas não em relação a alguma coisa. Seu estado é de atenção completa; e no momento em que existe esse estado, há criação. Essa mente deixa de ser medíocre; quer viva na aldeia, quer na capital, já não está dominada pelos ditames da sociedade. Mas isso requer laboriosa investigação de si mesmo, e não complacência dos pequenos êxitos; é resultado de um trabalho realmente penoso para descobrir o motivo da ocupação mental.Não estais vendo, senhores, que andais ocupados com os assuntos de outras pessoas porque vós sois as outras pessoas, não sois vós mesmos.Não vos conheceis. Estais ocupados com coisas que vos disseram serem importantes, mas, se tiverdes um sentimento real a respeito de uma dada coisa, vereis que já não haverá ocupação. O homem dotado de profunda sensibilidade não é uma pessoa medíocre; porém, quando procura expressar essa sensibilidade em palavras e faz muito “barulho” em torno dela, quando com essas palavras busca a fama, a notoriedade, dinheiro ou o que quer que seja, então ele se torna medíocre. Assim, a investigação da mediocridade é uma investigação de vossa própria mente, e com ela descobrireis que a mente ocupada permanece sempre medíocre.

Krishnamurti - Madrasta - 23 de dezembro de 1956

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quer comer, porra!


Adiantaria desejar boa semana se eu já estraguei todo o nosso pouco tempo que restava?
Não leve pro lado pessoal criança, mas criancices me enojam, tipinho também.
Pode vir arrancar a minha blusa com os dentes, agora tira-las com delicadeza não é mais pra mim não. Não quero mais perder tempo, de papel de mocinha, já basta eu. Na verdade o meu doce já irrita, imagina misturado com o seu, vai dar é uma indigestão do caralho. Deixar esse lenga lenga de lado seria o ideal, mas você insiste em abrir com um puta cardápio francês e duzentos talheres. Pega com a mão, segura firme e parte direto pra sobremesa, eu aceito. Deixo mesmo. Juro também não ligar se disser que não tem repeteco, muito menos que essa era grátis e as outras terei que pagar, também aceito essa condição. Na verdade aceito todas, se você disser, só uma vez, que me quer, SEM ESSE DOCE TODO.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem dinheiro, paciência e cia....

Não queria ver o show da Ana Carolina mesmo, nem amanhã o da Marina de la Riva, nem ir ao forró com os meus amigos paulista paulistanos, nem ao cinema ver Romance, nem Vicky Cristina Barcelona, nem ao lançamento do livro do meu professor.

Não queria explodir por qualquer coisinha, não queria fazer cara feia por coisas tão inúteis. Não queria bater na mesa do serviço e quebrar o meu porta-celular que achei tão lindo. Não queria atender o telefone e fazer caras e bocas tentando desligar o mais rápido possível.

Não queria receber mensagens suas, não queria que você me ligasse de madrugada e muito menos que sentisse saudades minhas. Não queria que sorrisse ao ver que te escrevi. Não queria que pensasse em mim, enquanto não penso em você. Não queria te ter agora, não queria esperar um telefonema seu.

Muito menos olhar o celular de minuto em minuto, trazendo aquela mania ridícula que você mesma notou e ter uma mensagem ou uma ligação sua.

Não queria nada disso. MESMO.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pensar a História com Nietzsche"

por Diego Almeida Monsalvo






















Este final de semana, dia 15 de novembro, sábado, as 19 horas será lançado o livro do meu professor. O livro trata-se de uma obra que busca explorar novas facetas do filósofo alemão quando utiliza seu pensamento para a compreensão da História sob a visão trágica e extemporêna de Nietzsche. Sou suspeita para falar dele, mas quem quiser conferir, compareça, aposto que irão gostar muito.



Local: Realejo Livros, Av. Mal. Deodoro, 2. Tel.: 3289-4935



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Queria agradecer minha prima querida pelo selo que meu blog recebeu, você é fofa demais prima, em breve nos encontraremos. Obrigada pelos comentários, saiba que seu blog é também um dos meus preferidos. Não vou passar para ninguém, esse blog está quase as moscas. rsrsrs


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu ando com uma leve doença, sim, eu chamo de doença, e me deixem chamar do modo que eu quiser. Ela altera o meu estado de saude, logo, é uma doença, e PONTO.
Ando com preguiça, mas é uma preguiça crônica. Preguiça de ler, de escrever, preguiça das pessoas, preguiça de mim. Preguiça de tudo isso aqui. Eu sei que é algo que não me afetará logo de inicio, e nem coloca em risco a minha vida, assim espero. E mesmo não preferindo doença alguma, esse tipo de não afetar a minha parte física é que faz piorar muito mais as coisas. Acho uma merdinha, alias mediocre mesmo, falar que eu ando depressiva, e só de pensar neste nome, eu fico irritada comigo mesmo. Injusto demais dizer que estou assim. Porra, eu tenho tudo, de tudo mesmo, a familia mais bonitinha, os melhores carinhos, aquela coisa bem de propaganda de margarina, ou para as pessoas piores, que gostam de intitular de mimada, sim eu sou e tenho todos os sistomas para ter. Porém, como ando com preguiça, pararei por aqui. Ah, e a culpa disso tudo não é homem. Uhu, não mesmo.

*helen de bros cruzados fazendo bico, batendo o pé e sendo muito mais ironica do que o costume*.

Mas a ironia é outro assunto, na verdade, outro post.