terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Antes de dormir

Essa coisa de ver filmes e se imaginar neles está tão fora de moda. Coisa demodê. Quando alguém, totalmente desconhecido, te faz descer de um trem, passeia por Viena, te rouba um beijo no pôr-do-sol, dança ao som de cravo, faz juros de amor, conversam em terceira pessoa, rouba vinhos, te come, ops, faz amor sob a luz das estrelas e simplesmente somem um da vida do outro? Ah não, não é sumiço assim, pooff, e pronto. Vocês até marcam um encontro, mas como todo filme de amor, algo dá errado e a avó da mocinha morre. Triste não? Mas como isso não é vida real, é filme. O cara pública um livro contando a linda história sobre os diálogos perdidos, porém interessante que tiveram. E assim, do nada, se encontram novamente. Lindo de se ver. Disse bem, de se ver. Quem aqui me dá um exemplo disso na vida real? Quem? Estou ficando triste de ser uma pensadora compulsiva. Queria poder assistir algo e ver que aquilo pode acontecer comigo. Tá, isso até pode. Mas ainda falta uma boa grana pra poder fazer um passeio pelo trem que fosse, e dentro dele achar um cara mais interessante ainda pra me fazer perder a cabeça desse modo. Ou então, algum cara, seja lá qual for, que no dia seu casamento pense, e tenha vontades de mim. Que após 9 anos alguém ainda pensa com intesidade sobre as coisas que vivemos. Não sei, ando é bem desiludida com a vida. Devo ter na testa é um detector de canalhas, nada de bom me aparece. Todos, de certa forma me ensinaram alguma coisa, mas nada de muito interessante deixaram, para eu pensar nas próximas duas semanas. Até posso estar exigindo demais, mas e dai? Não sou qualquer coisa, para aceitar qualquer coisinha. Quero alguém para me entregar flores em datas corriqueiras, que ande de mãos dadas e sinta prazer nisso. Que fale juras de amor, mesmo que seja por apenas uma noite. Que elogie o meu sorriso, que olhe profundamente nos meus olhos, que me traga café na cama. E diga que estou linda quando acordei, e me faça fazer birra e dizer que fico bonitinha fazer isso, que não se importe tanto com os meus defeitos, e os deixe bem pequenos perto das grandes qualidades que tenho. Essas coisas todas, que a gente só vê em filme mesmo, quando na vida realmente é bem irreal.