sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ao meu ver

Falar dela com brilho nos olhos, não podia ser simplesmente admiração. Doía. Era dor com tristeza, coisa incontrolável mesmo de se sentir. Você passa a vida inteira procurando alguém, e quando encontra, é por ela que os olhos dele brilha. Por maior que a dor fosse, você acaba achando, e acreditando, que aquilo um dia passa, que passará. E não passa. A força desse medo te impede de sorrir, de ser tão verdadeira como gostaria de ser. Seus anseios lhe dominam corpo, alma e mente. Passa admirar tão mais ela do que ele. Conversam sobre ela, é algo interessante, e por maior que seja a sua aflição de vê-lo sorrir, você ainda vê coisas lindas em seu sorriso e olhar. Sempre foi fascinante mesmo, por qual fosse o motivo que ele continuava a falar, suas expressões eram apaixonantes. Mesmo pra ela. Mesmo por ela. Oswaldo Montenegro era e é música que lembrava e lembra eles. Aquela coisa, do casal se saber, se sentir, se olhar só pela música. Oswaldo dizia isso por eles. Pra eles. Era um casal bonito de se ver. As suas ilusões te alimentam, fazem crer que um dia, seja qual for ele, alguém irá vê-los como você os vê.