quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O vento vai dizer, LENTO que virá! s2


Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver

Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar

Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
...
Vou pensar

Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva!

Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso por que?
(diz mais)

Ú
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez
se tem que durar
Vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?

O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz
(Só de encontrar...)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Como é por dentro outra pessoa


Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Como que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.



(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Titãs - EPITÁFIO


Essa música é tão final de ano, tão sobra do que faltou em 2009. Mas a gente vai levando, sorrindo, sofrendo, chorando, vivendo, e acima de tudo, existindo!


Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.
Devia ter complicado menos,trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"



(Mário Quintana)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fuga

Em dias de alegria a gente pede riso, pede prosa. Pede carinho e pão de queijo quentinho. Ontem não pedi nada, na verdade necessitei de palavras, de conforto, de plenitude e de você. E era um dia alegre. Fiz dele um dia de coisas e fluidos bons. E a coincidência grotesca foi que você esteve lá. De olhos, de mãos, de corpo e de mente. Pra mim. Por mim. Porque necessitava do teu silêncio pra fazer barulho. Da sua voz rouca pra dormir em paz, dos teus conselhos absurdos pra buscar o que nem era tão desconhecido assim. Porque os teus absurdos me completa mais que a minha vida que não anda, que não caminha, e que sim, que corre mesmo plana. E dela, de uma vez por todas, eu cansei. Quero insensatez, e não um dia de cada vez. Loucura? Talvez. Preciso buscar o eu dentro de mim, que talvez encontra-se por ai, perdido, porque até ele, as vezes se cansa da gente. Porque to cansada de fugir pra qualquer lugar que seja longe de mim. Longe da gente. Porque pode ser absurdo –isso ta ficando retórico- mas eu to necessitando da bagunça dos teus dias, da distância da calmaria. E isso tudo, é sério, não é por você, é só por mim mesmo. Porque um dia a gente cansa. Cansa da gente. Mas de você? Não. A vida sempre me surpreende.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O teatro Mágico em Santos 31/10/2009


E a mais de dois anos atrás, eu retirei essa frase no show do TM.


"Quando juntarmos você comigo

Cordão umbilical e umbigo

A gente vai ser só um

E até lá eu não vou caminhar mais sozinha

O distante será meu vizinho

E o tempo será a hora que eu quiser!!"


Saudade de ser 'rara'....Mas a saudade vai diminuindo com o tempo, pois daqui a 2 dias o Teatro Mágico voltará a Santos.


Pra quem quiser conferir, segue informações..



O TEATRO MÁGICO


Dia(s) 31/10 Sábado, às 19h30.

Criado pelo ator, músico e compositor Fernando Anitelli. O Teatro Mágico é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura e do cancioneiro popular, tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos num mesmo espetáculo. Ginásio.

Não recomendado para menores de 14 anos

R$ 30,00 [inteira]
R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sempre é Nunca...

Uma amiga distante contava-me histórias autobiográficas entre um desabafo e uma aventura minha. Relatava suas peripécias amorosas que eu ouvia sempre com muita atenção, sempre fascinado com aquilo, pelo fato de ela ser mais velha e me dar ciência do que eu viveria mais pra frente; ou não. Tinha muitas angústias, eu não sei como esses adultos agüentam tanto sentimento que vira um só, sempre. A Srta. Mariazinha (minha amiga, acabo de lembrar o nome) falava das noites paulistas, cariocas e chilenas. Dos seus sexos, homens barbados e carecas, suas bebidas prediletas e dos dias, os dias que não acordava em casa. Falava de todos os relacionamentos e desamores. O que eu vivia não chegava aos pés, por não sair do mesmo ponto, por não haver troca de personagens, só coadjuvantes. Mas a trama era sempre bem conturbada por eu ser tão insensato comigo e por ela (ela quem?) não saber o que queria. Já sei ouvidos a conselhos um dia. Mas já estava muito cético, minhas desventuras monótonas ajudaram. A Mariazinha me enchia deles... E me enchia de elogios também:

– Você é o jovenzinho mais esperto que conheço, viu? Não vá inflar seu ego, mas é bem verdade! Onde já se viu, rapaz.

E também me derrubava, como uma boa amiga:

– Mas parece que é burro ou algo assim! Como você se deixa entrar em situações como essa? Você é tão espertinho, garoto, não deixa isso te ganhar, vai! Seu idiota!

Os conselhos continuavam a valer merda alguma, mas descobri – hoje claro – que são absorvidos e ficam em algum lugar aí, e então só depois eles se revelam loucamente, como o último recurso do herói. E quem via minha amiga, dizia com certeza que ela era uma heroína. Mas até ela, aquele símbolo vivo de bravura e força, tinha mais fraquezas que um castelo. É que ela escondia bem, muito bem – que tática maravilhosa! No meio de tanta boemia, claro que haveria de ter um espacinho pequeno pra um amorzinho. O que eu nem imaginava é que esse espaço era o que mais lhe tomava conta, e que o amorzinho era um amorzão que gente normal nem é capaz de saber. Pelo menos eu não sabia. Eu era normal, tenho pra mim. Joãozinho era o nome do sujeito que domara as feras da moça Mariazinha, minha amiga tão entendida da vida (supostamente). Ele passou a me lembrar Houdini, porque fazia verdadeiras mágicas com a cabeça da moça. Sem ser piegas, vamos! Mas o rapaz era uma maravilha, que amor! Ela virava outra pessoa ao falar dele, ao pensar nele, ao vê-lo, ao não vê-lo... Ela tornava-se incrivelmente uma pessoa melhor. Sem ser piegas, mas o que seria o respingo de amor estava em mim; nem que fosse em idéia. Ela tomava doses diárias de Joãozinho pra ficar bem. Digamos que era droga; mas não viciava, não tinha efeitos colaterais e nem más conseqüências. Era só a sensação de uma intensa euforia, de felicidade e bem-estar. Uma beleza! Mas eu não cria muito, não. O início dos relatos sobre esse amor vieram cheios de pretensão... Mas com intenções de ajuda, tipo um alcoólicos anônimos, onde o povo conta suas histórias desgraçadas sabe-se lá pra quê, mas isso finda ajudando. Ela contava coisas boas agora:

– Ah, meu! Não importa se ele está longe... Não ligo se ele está de namoradinha. Aliás, ligo sim! Quero vê-lo feliz seja com quem for. Isso é amor, moleque. Acredite!

Mas eu não acreditava. Minha sensibilidade fazia-me achar que ela queria tê-lo, que havia possessão ali. (...) Ou que ela simplesmente queria uma transa que nunca tivera. É, eles nunca fizeram amor. Uma grande amizade existia, isso era incontestável, mas o que havia além disso, vai saber. Trocavam carícias, confidências, beijinhos tímidos e até dormiam juntos às vezes, mas não se sabia. Nunca fizeram sexo. Sempre faziam amor. Mas como, se nunca se fundiram? Se nunca se subtraíram? Bem do jeitinho mesmo que agora pensas! A Srta. Mariazinha queria mostrar-me como cair fora de meus conflitos, amarguras e esses sentimentos todos de um falso tristonho. Mas eu teimava em não aceitar – teimosia é meu forte. Também não estava na hora. Para onde eu correria? Onde me sustentaria? Eu não tinha nada além daquela paixão antiga. Não teria em quem me recostar se a deixasse (mesmo ela não me fazendo bem). Isso tinha de vir com o vento do norte, forçar não dava. Estimável amiga, Mariazinha queria mostrar a potência do seu amor, que o amor existia e sei lá. Estive mesmo em ruínas e não me deixava descansar. Criei um ciclo vicioso que me fazia ficar bem e ficar mal, ficar bem e ficar mal... Só vendo! Não vou dizer como (até porque não sei), mas passei a crer em muito do que a amiga insistia em dizer:

– Você precisa se libertar ou de alguém que te liberte. Você precisa de um amor de verdade, de verdade. Isso aí só te faz mal, menino!

E então o vento ficou ao meu favor, o vento do norte. E com ele tiveram alegrias, abraços, lágrimas com sorrisos e casamento da raposa. Beijinhos e surpresas. Tudinho, tudinho que um papel não comporta. Tive e tenho medo de fazer amor com ela... E ela comigo. Mas também, não há necessidade, eu acho (não agora). Nunca fizemos amor, mas fizemos amor tantas vezes.

“Acho que você encontrou seu ‘Joãzinho’, cara!” – A senhorita Mariazinha passou a dizer isso toda vez que me via bem e sabia o porquê.

João Paulo (amigo lindo que me deu este presente sobre como é sincero, e sublime o amor de Maria para com João)

O único lugar pra sempre

Mesmo sabendo que eu colocaria em risco essas coisas que faço e me soam tão bem. O Pilates, por exemplo, que faço às terças e quintas duas horas após almoçar na minha mãe. Isso me parece um pedaço agradável de uma agenda encantada, dias felizes, nada demais. A aula de dança das segundas e quartas, a acupuntura da sexta, a análise quinta cedinho, o parque do sábado a hora que der na telha, o japonês com a Letícia, meu emprego na televisão e na editora que me permitem mandar em boa parte do meu tempo sem ser, por isso, uma louca duranga, o costume de escrever até tarde ouvindo Beck ou Antony and the Johnsons, os mocinhos que aparecem, com intervalos de dez ou vinte dias, e me abastecem de um gostar possível e descartável, algum bar chato que serve pra me tirar de casa e até mesmo rir de um ou outro ser humano mais parecido com o que eu acho que deveria ser um ser humano. Nada disso me soa banal e aprendi mesmo a chamar de minha vida. Agora serão dias achando tudo idiota e até mesmo medíocre. O Pilates, os almoços em família, os bares, tudo uma tortura. Ainda assim, mesmo sabendo que depois é cheia de dor que carrego minhas horas, ainda assim eu cortei o cabelo um dia antes e comprei uma jaquetinha preta em promoção. Ainda que sentir de verdade pareça uma outra vida, às vezes cansa viver dentro das coisas que invento. Com você, mesmo eu inventando tudo também, dá pra ter essa sensação de desordem, atropelamento, vida dizendo e não minha cabeça falastrona. Mesmo sendo ofensivo pra minha existência que pessoas como você existam. Mesmo que sua tristeza e preguiça e desistência mostrem pra minha frescura de sentidos como tudo pode ser amargo e pior: mostre que tudo sempre foi e eu é que, vai ver, sou forte ou abençoada demais pra não sucumbir. Mesmo que sua alegria nunca seja por mim. E que sua alegria torne, quando por mim, minha vida intolerável. Sua existência é um absurdo e isso é a maior verdade que me vem à mente quando penso em você ou estou ao seu lado. Passamos a tarde juntos. Foi leve e eu estava quieta, coisa que nunca aconteceu nenhuma das vezes que saímos. Eu estava sempre histérica e hoje eu estava muito quieta, até demais. Talvez seja porque eu não tenho mais a euforia louca de ser amada. Eu piro quando alguém me ama e ao ver em você a calmaria dos vencedores corriqueiros, larguei o corpo. Acabou sendo boa, a sensação de tarde ordinária, encontro ordinário. Eu pude habitar o papel de amiga caminhando ao lado, uma forma de ouvir por perto sua respiração pigarrenta que amo como se fosse o único sopro saudável do mundo. Eu permaneci e isso foi diferente, triste, insuportável, mas possível. Como os mortos que ficam em qualquer lugar, até mesmo embaixo da terra. Morto não deseja e por isso mesmo permanece. Acho que seu desejo morreu e talvez o meu também, já que boa parte desse amor enorme que eu sentia e sinto por você, vinha e venha da minha alegria desmesurada em me sentir amada pelos meus próprios sonhos. Você encerrava em mim eu mesma e era uma loucura tudo, como eu sentia, como eu queria me vomitar e ensanguentar e explodir e rodopiar em mim até furar o chão como uma broca desgovernada e depois sair derrubando o mundo como o único peão que sabe a verdade e precisa chacoalhar seu entorno pra não enlouquecer sozinho. Era uma loucura tudo. Mas a morte, o fim, nós, andando calmos, ao lado um do outro, isso me permitiu estar de alguma forma sem querer habitar cada instante do estar e para isso me retirando o tempo todo. E isso pode ser viver mas viver é terrível. E antes, quando eu não sabia viver e me sentia amada, era ainda mais terrível. Daí que sobra essa sensação de uma solidão filha da puta mil vezes pois em nada dá pra ser com você. E tudo bem, não é você, nunca foi, mas escuta a maluquice: é que nada disso impede que eu sinta um amor absurdo por você. Me peguei uma hora, olhando você, andar, tão feinho, seu ombro encolheu um pouco, cada dia que passa mais e mais é uma concha o que você se torna. Dessas que é mentira a pérola e o som do mar, mas eu os vejo, o tempo todo. Você andando desse seu jeito meio de louco, que chacoalha a cabeça. E se veste mal quando pouco se importa, eu sei, eu entendi. E a manga suja de café. A roupa bege da cor de tudo que é você. Você é tão errado e cheio de estragos. E me peguei olhando pra tudo isso e amando tanto, tanto, tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão bonito ou correto ou mesmo perfeito porque perfeito é o que não tem mesmo cabimento. O resto nem existe porque vemos ou explicamos. Na sua varanda sem céu, certa vez, você se sentou naquela cadeira sem fundo. Me colocou no seu colo e me deu o abraço que disparava corações em mim como se eu tivesse um em cada nó de veia. E me disse, com sua voz tão bonita, a mais bonita que eu já ouvi, que eu tinha subido todos os seus andares. Eu entendi que você era o homem da cobertura de aço e eu uma espécie rara de passarinho que tinha algum tipo de chave que se autodestruiria em poucos segundos. E eu entendi também que agora que tinha chegado ali, só me restava pular, já que ninguém aguenta o alto tão alto muito tempo. A vertigem que era o nosso amor. Minhas olheiras, meu cansaço, meus quarenta e dois quilos. Eu poderia morrer porque você tinha uma carninha mais mole atrás da sua orelha direita e isso me impossibilitava, dia após dia, que eu vivesse sem sentir você o tempo todo. Mas quem é mesmo que morre dessas coisas? Não, não podemos, com tanta coisa pra fazer, os meninos de dez a vinte dias, os bares, e almoços, o Pilates, a dança, os empregos, escrever, tudo isso que é minha vida antes e depois de você. Tudo isso que daqui a pouco, quando a sensação desgraçada de absurdo e solidão passar, tudo isso volta, se acomoda, a agenda mágica, o gostosinho no peito, esquecer você todo dia um pouco pra vida e todo dia muito pro dia. Mas agora, hoje, guarda isso, eu amo demais você. Por que escrevo? Porque é a minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada. Toma esse texto, o único lugar seguro e eterno pra gente.

(Tati Bernardi)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Carta de um policial para um bandido...

Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos. Durante vinte e quatro anos anos de atividade policial, tenho acompanhado suas "conquistas" quanto à preservação de seus direitos, pois os cidadãos, e especialmente nós policiais, estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito às suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois me ensinaram que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante. Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos a arma dele é a primeira a ser suspeita. Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependências dignas para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade. Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo. Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial. Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aosseus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.

Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado da Polícia Civil do Pará.

sábado, 4 de julho de 2009

Gota D'agua - Chico Buarque

(...)

Jasão: não me atormenta a vida, mulher

Joana: então tenha a coragem de dizer
por que você me deixou?...

Jasão: você quer
saber?

Joana: quero, vá...

Jasão: Você é viagem
sem volta, Joana. Agora eu vou contar
pra você, sem rancor, sem sacanagem,
por que é que eu tinha que te abandonar
Você tem uma ânsia, um apetite
que me esgota. Ninguém pode viver
tendo que se empenhar até o limite
de suas forças, sempre, pra fazer
qualquer coisa. É no amor, é no trabalho,
é na conversa, você me exigia
inteiro, intenso, pra tudo, caralho...
Tinha que olhar pro céu pra dar bom dia,

tinha que incediar a cada abraço,
tinha que calcular cada pequeno
detalhe, cada gesto, cada passo,
que um cafezinho pode ser veneno
e um copo d'água, copo de aguarrás
Só que, Joana, a vida também é jogo,
é samba, é piada, é risada, é paz
Pra você não, Joana, você é fogo

Está sempre atiçando essa fogueira
está sempre debruçada pro fundo
do poço, na quina da ribanceira,
sempre na véspera do fim do mundo
Pra você não há pausa, nada é lento,
pra você tudo é hoje, agora, já,
tudo é tudo, não há esquecimento,
não há descanso, nem morte não há
Pra você não existia dia santo
e cada segundo parece eterno
Foi por isso mesmo que eu te amei tanto,
porque, Joana, você é um inferno
Mas agora eu quero refresco, calma,
o que contigo nunca consegui,
nunca, nem um minuto. Já com Alma
é diferente, relaxei, perdi
a ansiedade, ela fica ao lado, quieta
e a vida passa sem moer a gente

Joana: Muito bem, Jasão, você é poeta
É perigoso porque de repente
está dando às palavras a intenção
que interessa a você...

Jasão: Essa é a verdade,
esse é o motivo pela separação,
só quero sossego e tranquilidade

(...)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Gosto da raiva de gostar dele

E te falei que tu me inspiravas. E você só disse um oi? Um, ah, fico feliz por isso. Não sei, mas quase certeza que odiaria ler os textos que escrevo na qual menciono que você me inspira. Felicidade literalmente nunca me inspirou, deduzimos então, que você não me deixa nadinha feliz. Sim, nadinha. E prometi a mim mesma que ao acordar iria escrever um texto sobre você, sobre o poder ordinário que tu tens sobre mim, de deixar-me dominada por aproximadamente uns 20 minutos me enrolando porque quero as músicas tão cafonas que você escuta só pra gente ter algo em comum. Ter algo parecido e quem sabe assim você se interessar por mim. Por garantia sabe, pra ter algum assunto que não seja os meus, que acho interessantíssimos. E iria escrever que fiquei um final de semana inteiro me produzindo e que demorei anos-luz para escolher uma roupa que você só veria do pescoço pra cima quando nos encontramos por querer na porta da balada que você trocou-me por ela, enquanto eu diria fumando um cigarro com as unhas pintas de vermelho sangue só para te impressionar. Escreveria também, claro, como era absurda a forma de combinarmos uma noite de sexo, noite essa que nunca aconteceu por motivos óbvios que não eram os meus. Mas não vou, prometo acordar amanhã e nem se lembrar de escrever sobre você. Não darei importância a esses detalhes que de tão pequenos eu acabo esquecendo. Não darei importância de quando pensar, vir na minha cabeça milhões de coisas na qual eu deveria escrever sim. Mas não vou. Não mesmo, você não merece saber que penso em ti todo esse tempo, que perderia meu tempo escrevendo sobre isso, e que escuto ao mesmo tempo em que penso em ti essas músicas tão mais cafonas do que o texto que escreveria a ti. Mas como dizia, não vou. Você não me inspira mais.

domingo, 28 de junho de 2009

Um e-mail e tanto.

E de repente, todo o interesse que tu sente pelo moreno de olhos claros se evapora, some, se perde entre os prédios da cidade cinzenta de Santos num domingo a tarde. Você não acorda simplesmente toda as manhãs as 5 para usar a nova linha completa do Renew, nem usar creme da Victoria Secret's e tão pouco lê milhões de livros para não ser interessante a ele. Pega metrô, sobe e desce a serra todos os dias por achar divertido o passeio. Primeiro, ele te acha uma garota sem sal e açucar, e além do mais, diz que, as vezes você é criança. Se acha o homem experiente por achar que miseravéis 4 anos fazem a grande diferença. Mesmo falando "de" domingo, coisa que literalmente me engasga. Ele mora longe, e por morar sozinho se acha capaz o suficiente para dar lição de moral a alguém que com certeza tem muito mais a dizer da vida do que ele próprio. E depois de todo essa admiração que tu sente por ele, ele passa a ser mais um, só pelo simples fato de não se tão adulto como deveria ser quando encontra, ou esbarra com alguém desprentesiosamente pela rua, ou um bar a noite. Sabia, tinha quase certeza, que essa coisa de idade realmente não quer dizer nada. Sim, tenho 22 anos e tão mais adulta do que um par de olhos claros e uma barbichinha bem da mal feita. Sim, é a revolta em pessoa sobre os homens que se acham tão mais inteligentes e experientes que mulheres que são 'GRAÇAS A DEUS' bem resolvidas. Quando isso acontece, no final, me pergunto: Como pude...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ogum

Eu sou descendente de ogum
Sou um soldado de ogum
devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou nà igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas

Sim vou ao terreiro pra bater o meu tambor
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra ogum

Ogum
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais
Ogum
Ele vem de Aruanda ele vence demanda de gente que faz
Ogum
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz
Ogum
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão
Ogum
É quem da confiança pra uma criança virar um leão
Ogum
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração


Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe ..
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei nesse dia nessa noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de são Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
"Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
Tenham mãos e não me peguem e não me toquem
Tenham olhos e não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão
Facas e lanças se quebrem se o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem se ao meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Jorge é da Capadócia"


Salve Jorge!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É tudo novo. De novo?

E depois de três anos a gente se encontra. Um encontro que a vida não insistiu. Nada foi pressionado. Foi só o caminho que me levou até você novamente. E eu não queria voltar. Sempre tive o objetivo de olhar pra frente, de seguir adiante. E diante de todas as primeiras coisas que me vieram à cabeça, a vontade de estar contigo foi mais forte que todas as outras. E te observo, e cada manhã tenho vontade de lhe desejar bom dia. E por mais estranho que pareça, sinto que nos completamos. E por causa dessa mudança toda, de tempos, de personalidade, eu te vejo mais intenso, mais inteiro. E sempre te quis assim. Antes você faltava, e agora você sobra. Sobra tanto, que transborda. Era um prazer enorme ter as nossas crises existênciais. Só que agora a delicadeza, a plenitude e a braveza me comovem. E não devia, porque isso era tudo que pedia. E agora, depois de três longos anos, você volta com todas as qualidades que eu desejei durante todo o nosso suposto namoro. Cuidei de mim, cuidei da minha dor, sarei de todos os males que você causou. Houve certas fases da minha vida que tinha vontade de correr pra ti e perguntar se todas aquelas juras de amor e todos os planos que fizemos ainda passava pela sua cabeça, mas eu era barrada pelo amor que supostamente você dava a outro alguém. Aprendi a lidar com isso. E por isso desisti. Ao contrário de ti, foi uma fase nebulosa que aprendi com toda a dor que carreguei em mim. Fiz-me forte. Lembro-me de adormecer aos prantos com a certeza que tudo um dia voltaria. E num determinado dia eu esqueci. Decidi que o amor seria o meu ponto final. A nossa história final. Agora toda a certeza que tinha me deixa mais confusa por não saber enfrentar todas as circunstâncias que passamos agora juntos novamente. E agora a dor não mais insisti em aparecer. São lembranças gostosas, com gosto de sábado. Com cheiro da nossa cama. Com olhar de encantamento. Com sua voz grossa, com homem adulto, com planos. E seu eterno hálito de halls de melancia. E a dor é esquecida constantemente com a incerteza que algo melhor pode dar certo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Eu queria ter uma bomba - Cazuza


Eu queria ter uma bomba

Um flit paralisante qualquer

Pra poder me livrar

Do prático efeito

Das tuas frases feitas

Das tuas noites perfeitas ♪



segunda-feira, 11 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Que livro você é?

Encontrei no blog da Jana <http://www.entretantas-eu.blogspot.com/> um teste sobre qual livro nacional seriamos. Achei interessante e resolvi fazer. Não achei muito parecido, mas segue o resultado. Quem quiser fazer o teste, o link é: http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml






O vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan
Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra. Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.



O alquimista, de Paulo Coelho
Há alguém no seu bairro, na sua empresa ou mesmo na região que não te conheça? Bem, podem não te conhecer pessoalmente, mas já ouviram falar de você com certeza. Popular e carismático, você está para as pessoas ao seu redor o que os best-sellers estão para os leitores: todo mundo conhece, a maioria gosta e/ou admira, mas alguns torcem o nariz devido ao seu excesso de popularidade, ou, é preciso dizer, de superficialidade mesmo. Afinal, essa personalidade que agrada a todos pode ter um quê de falta de personalidade, não é não? Bem, de toda forma, você não se importa com isso. O que importa é compartilhar a sua experiência de vida – mística ou não – e atrair admiradores."O alquimista" (1988) é, possivelmente, a mais conhecida das obras de Paulo Coelho, o mago das vendas em livrarias brasileiras e internacionais. Fenômeno de popularidade, já vendeu quase 38 milhões de cópias em todo o mundo e foi publicado em cerca de 140 países. E, claro, ocupa a cabeceira de muita gente em busca de autoconhecimento e entretenimento esotérico.



Antologia poética, de Carlos Drummond de Andrade
"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz. "Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O vendedor de Sonhos

-Trabalhamos, compramos, vendemos e contruímos relações sociais; discorremos sobre política, economia e ciências, mas no fundo somos meninos brincando no teatro da existência, sem poder alcançar sua complexidade. Escrevemos milhões de livros e os armazenamos em imensas bibliotecas, mas somos apenas crianças. Não sabemos quase nada sobre o que somos. Somos bilhões de meninos que, por décadas a fio, brincam neste deslumbrante planeta.

sábado, 18 de abril de 2009

Colgate

Sabe aqueles sorrisos que costumamos encontrar somente em comercial de pasta dental? Aqueles perfeitos onde passa por photoshop e muita tinta branca? Pois bem. Quero o seu. Aquele que no conjunto com o sorriso, com seu labinho fininho - o que não é de meu agrado - mas que combinou perfeitamente com os seus olhos puxados e seu nariz esculpido, fazendo-lhe quase perfeito. Sim, eu quero ele. Seus dentes, seu sorriso, seus olhos, seu olhar, sua boca, teu nariz. Tudo. Todo o conjunto.

Só pra eu acordar como acordei essa manhã.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Passagem.

Blog é uma coisa engraçada. Abandonei totalmente o meu. E hoje ao entrar aqui encontrei nos rascunhos, um texto perdido que tinha feito e não deu tempo, ou não quis postar. Engraçado como o tempo passa tão depressa. Era algo clichê, algo que acabou. Que já se foi em menos de semanas. Espero daqui mais algumas, voltar. E quando isso acontecer, escrever algo sobre o que agora tive que apagar por ter -definivitamente- nada haver com o momento.

Vida imprevisível.

sábado, 4 de abril de 2009

ME DIZ O QUE É O SOSSEGO QUE EU TE MOSTRO ALGUÉM PRA TE ACOMPANHAR.


Saudade doe!

terça-feira, 31 de março de 2009

Silêncio

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão imprópria, inadequada, boba. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceita pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. Minhas críticas causam coisas terríveis. Minhas palavras cuidadas incomodam. Minhas palavras jogadas, mais ainda. Minhas opiniões sempre se alongam e cansam. Minhas histórias acabam sempre no egocentrismo ou preconceito. Meu sem fim dá logo vontade de encurtar. Minha construção, desconstrói. Meus convites quase nunca agradam. Meus pedidos sempre desagradam. Meus soquinhos de frases são jovens demais. Meu bombardeio de coisas sempre acaba em guerra. Minha paz que viria depois nunca chega, pois eu nunca chego. Minha voz doce assusta. Minha voz brincalhona é ridícula. Minha voz séria alarde. Nenhum pio. Disse pra mim. Falar do que sinto é, na hora, desintegrar com seu olhar. Então fico me perguntando sobre o que deveria dizer, se só sei o que sinto. Devo sentir por personagens de livros, filmes, jornais e ruas? É assim que se diz sem ser o que não importa de verdade? E se for o contrário? Mas pra dizer do contrário, fica sempre no ar, é melhor não dizer. Se digo algo sobre minha vida, só sei falar de mim. Se digo algo sobre a vida dele, coitada de mim, achando que sei alguma coisa da vida. Se falo sobre a vida dos outros, que papo furado é esse? Se falo sobre coisas me sinto mais uma delas. Se provoco, eu que provoque sozinha porque ele não é trouxa de cair. Sobre livros, nunca são os que interessam. Sobre minha reportagem, nem quis ler. Meu trabalho nunca foi e nunca será da mulher dos sonhos. Meus sonhos evito falar, um medo de ser menina. Quieta. É assim que será. Se digo certo, isso logo acaba. Se digo certeiro, acabou. Se digo errado, nunca acaba. Se eu for mulher, mulher é um saco. Se eu for homem, homem só existe ele. Se eu for criança, fale com sua analista. Nenhum pio. Combinei comigo. Falar da gente pode? Pode, desde que, depois, eu tenha estrutura para ver toda uma massa desistente desabando sobre meu sofá pequeno. Nadinha. Não vou falar nada. Sobre dor não toca. Sobre prazer toca pouco. Nada. Porque toda vez que eu pergunto, quase ofende. E se respondo, ofende mais. E se exclamo, minha vontade de viver soterra. E se são três pontinhos, não posso. Se começo preciso terminar. Mas quando termino, ele já não está mais. Se repito, quase explode. Se digo uma, sou boa de ser guardada em algum lugar que nunca vejo. Se não explico, pareço louca. Se explico, sou louca. Quieta. Isso! Você consegue! Se for o que eu penso, eu penso errado. Se for o que eu não penso, errei por não pensar. Se não for nada disso, eu que pensasse antes. Se estou animada, cuidado com a rasteira. Se estou desanimada, não tem mão pra levantar. Nada. Não vou sussurrar. Nem gemer. Nenhum som. Respiração muda. O silêncio absoluto. Olhando pra ele. Lembrando de quando ele me disse que é no silêncio que se sabe a verdade. E a verdade chega como um teto gigante que desaba numa cabecinha de vento. O que eu mais temia. O que eu não queria descobrir. Ela me diz. E o pior é que eu nem posso falar por ela. É tudo mentira.

Tati Bernardi

sexta-feira, 27 de março de 2009

Viagens diárias me levam a pensar demais. Não, eu não quero pensar. É inevitável. Qualquer situação, qualquer leitura, qualquer música, qualquer coisa, ou qualquer nada me faz lembrar o que realmente não merecia ser lembrado. Mas lembro. É tanto lembro dentro de uma mesma frase que isso acaba sendo repetitivo pra cacete. Minha vida esta cansada. Cansada de mim. Meu espírito está doente. Só meu cérebro que não descansa e também não me deixa descansar. Predisposição para a preguiça que era meu forte. Ai saudade. Saudade de estar. Saudades de ser. Ser um ser não pensante. A única coisa forte que agora possuo é a não dominação sobre minhas vontades. Sim, estou imune. Imune de mim. Só não estou de meus pensamentos. Malditos, eu diria.

terça-feira, 24 de março de 2009


sexta-feira, 20 de março de 2009

Don't Watch me dancing

Margarida has a strange appeal
Sways between suitors on a broken heel
Of course her desires they always mistook
She'd rather've been scarred than be scarred with loathe
In conversation she often contends
Costumes build customs that involve dead ends
She found her courage in a change of scene
This Sunday's social would be short its queen
All her best years spent distracted
By these tired reenactments
With the right step she'll try her chances
Somewhere else
There he is a step outside her view
Reciting the words he hoped she might pursue
Night upon night a faithful light at shore
If he'd only convince his legs across the floor
Please, don't watch me dancing
Oh no, don't watch me dancing
Something changes when she glances
Enough to teach you what romance is
With the right step they try their chances
Somewhere else
Please, don't watch me dancing
Don't watch me dancing

segunda-feira, 16 de março de 2009

PORQUE NÃO EU?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Não te amo mais...

O mais engraçado, é que apesar de tudo gosto de você. Das mancadas dadas. Da meia furada. Do gosto do seu gosto. Seu suor junto do meu, e da distância que tínhamos às vezes. Da mentira mal contada, da verdade escondida. Inúmeras cartas lotadas de clichês. Teu riso que fazia desistir.
Teu choro que fazia chorar. Da falta da sua falta. Da falta de não sentir falta. Da falta de falas. Da sobra delas também. Do que foi me dado. Do que também não foi. Do eu que era seu. Do seu que não era meu. O desgaste. O encaixe. O estrago. O intragável. O absoluto. O esquecimento. Por fim, a saudade. O gostar. O descuido. O tempo. A falta de certeza. A insegurança. A paixão. A dedicação. A raiva. A atenção. Por fim, o ódio. Foi disso e de tantas outras, que ainda por falta ou sobras delas, gosto de você.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Extremo

Anos-luz que não apareço.

Deve ser porque quando estamos felizes, não temos o que escrever.

Na verdade, não sei escrever sobre a felicidade. Ela fica aqui, estampada, viva e crescente a cada dia.

Mas escrever? IMPOSSÍVEL.

domingo, 1 de março de 2009

SEICHO-NO-IE

Quem se levanta após uma queda progride mais do que alguém que nunca sofreu uma.
Qum decaiu e foi capaz de se reerguer é mais nótavel do que alguém que chegou aonde se encontra sem sofrer nenhuma queda. o valor da pessoa não está em "nunca sofrer queda", mas em conseguir se reerguer após a queda, aprender coma experiência e se aprimorar mais. Na verdade, sofrer eventuais quedas faz parte do progresso.

Do livro Eichi no Danpen - Masaharu Taniguchi

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Como ser uma pessoa programada

1 - Em primeiro lugar, recuse-se terminantemente a admitir a possibilidade de que esteja sendo utilizado pelo sistema para servir os interesses pouco escrupulosos de uma minoria. Reaja com raiva e aos pontapés a qualquer insinuação de que você seja uma pessoa influenciável!

2 - Encha-se até cair de cerveja, whisky, caipirinha e outras porcarias mais. Não se esqueça de encher também os seus pulmões de fumo e, o que é mais arrojado ainda, o seu nariz de pó! Mostre ao mundo o quanto é corajoso por não temer destruir-se. E, principalmente, evite ao máximo pensar que um dia terá de pagar bem caro por todos esses prazeres...

3 - Desperdice o seu tempo à vontade, mesmo sabendo que ele jamais voltará, ficando com a cara na frente da televisão durante horas a fio. Desligue-se do ambiente familiar! Afinal, o diálogo com o seu cônjuge e com os seus filhos não é mais importante que a novela das seis... e das sete... e das oito! Ah, elas são imperdíveis!... e o Big Brother então... Obrigue as pessoas conhecidas que o visitem nesses horários a assistirem consigo os seus programas predilectos. Faça-as esquecerem-se daquilo que foram fazer na sua casa. E no caso de telefonarem, despache os intrusos secamente, batendo o aparelho no gancho com imprecações. Afinal, porra, que seca, esse povo não assiste novela?!
Outra opção incrível para desperdiçar o seu tempo é atirar conversa fora. Converse coisa sem coisa, alhos e bugalhos, cobras e lagartos. Faça mexericos e afirmações sobre tudo e todos sem ter certeza de nada. Cuide só da vida alheia, esquecendo-se da sua. E se, por um imprevisível acaso do destino, a conversa resvalar para assuntos sérios, não perca a oportunidade de gozar deles!

4 - Distraia-se das mais variadas formas, porque quanto mais distraído, melhor! Aqui, novamente, a televisão poderá prestar-lhe grandes serviços. Mas não se limite apenas às novelas e ao Big Brother: assista também a muitos filmes enlatados, de violência ou de terror; ou, ainda, acompanhe passo a passo o maior número possível daqueles tão populares programas de auditório. E que tal navegar madrugadas inteiras pelas páginas mais bizarras da internet, aqueles de cartomantes, numerologia, quiromancia, procura de parceiros conjugais, ou até mesmo os mais picantes, como os pornográficos? E ainda existem aqueles jogos incríveis de computador, esqueceu-se? Ou então, se preferir, os de cartas com os/as amigos/as, claro, tudo à base de "ganzas"...
Além disso, pode passar horas íntimas viajando com excitantes e excitáveis revistas cor de rosa, ou lendo as que mexericam a vida dos artistas e de todas as que se encontram semanalmente nas livrarias. E saiba que existem vários outros meios de distracção (Ah, isso é o que o sistema mais oferece!), como clubes, bilhar, discotecas, disneylândia, excursões, centros comerciais, cinemas, restaurantes, e milhões de muitas coisas mais...
Música? Sé se for da tiazinha, da coisinha ou da garrafinha, ou então bandas sonoras de novelas. Canções com letras capazes de fazê-lo reflectir por um instante... nem pensar! São uma seca!

5 - Engorde à vontade! Afinal, dieta é mania de modelos e manequins! Seja um frequentador assíduo dos fast foods , consumindo mac-sandes-montanhas, batatas fritas com ketchup, refrigerantes, churrasco com bastante gordura, feijoadas, doces e mais doces... Seguindo esta dica à risca, engordará não só o seu corpo, mas também as contas bancárias dos milionários empresários da indústria da carne e das redes de franchising...
Recuse-se a preparar os seus próprios alimentos, preferindo os enlatados e os congelados. E na altura em que sentir uma enorme energia negativa dominar o seu ser, manifestando-se em forma de irritações, depressões e outros contras, negue veementemente que a causa do seu mal estar possa estar minimamente relacionado com a sua péssima escolha alimentar.

6 - E se for pressionado pelo seu espelho a emagrecer, apele aos célebres medicamentos milagrosos destinados a esse fim. Eles farão o seu apetite desaparecer como por encanto, juntamente com... a sua saúde! Mas isso não importa, certo? Os fins justificam os meios! Depois engorde tudo novamente. E nada de interromper este processo de efeito sanfona do engorda-emagrece-engorda .
Ou então venda a sua casa para poder custear a sua hospedagem num caríssimo SPA! Lá também são ministrados esses medicamentos que tanto aprecia...
E há também a alternativa de seguir uma daquelas aborrecidas dietas propostas por artistas e atletas famosos. Não será difícil encontrá-las: basta ligar a televisão ou folhear algumas dessas revistas semanais que dão prioridade máxima aos anúncios.

7 - Depois de passar vários anos abusando das sua saúde e enchendo-se de doenças, torne-se um consumidor habitual de medicamentos, fazendo desse consumo um vício: os cofres da indústria farmacêutica globalizada agradecerão! Tenha na sua casa uma gaveta cheia de comprimidos e tome vários durante o dia: um para dormir, um para se levantar, outros para curar as dores de cabeça, azias, indigestões, colites, úlceras, etc.
Tome mensalmente uma bateria de antibióticos contra doenças do sistema respiratório já há tanto tempo poluído pelo esfumaçar constante do cigarro. E lembre-se: o importante não é combater a causa do desgaste do organismo, mas sim fazer desaparecer, por alguns fugazes momentos, os efeitos decorrentes dos estragos!

8 - Acredite em tudo o que é relatado na comunicação social. Descarte a possibilidade de que as notícias, antes de chegarem ao público, sejam "seleccionadas" ou, até mesmo, deturpadas, para chegar ao público de acordo com interesses internacionais.
Sintonize a sua televisão naquela emissora do jornal nacional, todos os dias depois do jantar, e aguarde as notícias que podem mudar a sua vida. Sente-se e espere... sentado!

9 - Transforme o seu filho num marginal. Deixe-o, desde bastante novo, aos cuidados de uma educadora electrónica, assistindo à televisão e/ou brincando com jogos de computador durante todo o dia. "Eduque-o" com base no faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço.
Além disso, minta bastante às pessoas à frente dele, justifique os seus erros em vez de os admitir e habitue-se a despejar todas as suas tensões do dia sobre a cabeça da criança até ela ficar igualzinha a si. Depois, quando ele já estiver bem tonto e confuso, inicie uma maratona pelos consultórios dos principais psicólogos da cidade a fim de tentar descobrir a causa de tão triste estado.
E quando ele atingir a adolescência, faça vista grossa ao seu interesse precoce pelo sexo, estimulado por novelas, filmes e revistas para "adultos". Agindo assim, muito cedo, certamente que o seu filho poderá lhe fazer diversas surpresas, como dar sinais de desvios sexuais de toda a espécie, contrair doenças sexualmente transmissíveis, ou então, na melhor das hipóteses... dar-lhe um neto!

10 - Esteja sempre na moda. Imite as personagens das novelas da televisão em tudo: na conduta superficial, fútil e leviana, e, principalmente, na promiscuidade. Seja infiel, nunca se comprometa e seja liberal ao máximo. Afinal, vale tudo! Adopte os calões e sotaque dessas mesmas personagens, os seus tiques, os seus olhares e trajes até não conseguir saber quem você é! Além disso, leia todos os livros de "magos" para se poder auto nomear uma pessoa espiritualizada, e sentir-se, ao mesmo tempo, um intelectual. E também todos os de "neuro-linguística", auto ajuda e de pensamento positivo, convencendo-se a si mesmo de que é um grande vencedor! Mas, sobretudo, não deixe de fazer psicoterapia para conseguir viver dentro deste grande hospício, em que a maioria das pessoas, pode crer, está igualzinha a si...

11 - Seja um fanático. Em primeiro lugar, por futebol, ficando o domingo inteiro a assistir jogos pela televisão ou então ao vivo, nos próprios estádios. Torça, grite, esperneie à vontade. E não se esqueça de ameaçar de morte os apoiantes da equipa oposta à sua. Seja fanático também pelo carnaval, gastando todas as suas economias em fantasias...

12 - Seja um consumista compulsivo. Compre tudo o que vê pela frente, satisfaça todos os seus desejos, gaste todo o seu dinheiro com supérfluos, novidades electrónicas, roupas... Esqueça as suas necessidades, as prioridades e a prudência.

E, finalmente, vivendo em permanente estado de distração, embriaguez e entorpecimento, finalmente tornar-se-á apto em ser um perfeito idiota. Estará no ponto para ser manipulado e usado. Estará colocando as suas energias, a sua saúde e o seu dinheiro ao serviço dum plano infeliz, desumano e... sinistro.

Adaptado por José Afonso Spínola

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Exaustão

Ela tinha um jeito de menina barata. Falseta. Daquela que faz biquinho e acha que é sexy. Infelizmente a culpa nem era dela. Ele que não entendia bem as coisas. Na verdade, não entendia nada. Nem ele mesmo se entendia, como entender qualquer que fosse o sentimento que pudesse sentir ou carregar. Uma hora isso cansa, até pra garota desprevenida, e não tão resolvida quanto ela pensava que fosse. Ela explica, desenha, faz mímica, porém nada resolve. Ele ainda tem dúvidas, sente ciúmes como marido sente ciúme da mulher. Faz birra, fica nervoso, mas pede desculpa segundos depois. Agora ela? Ela não pode se estressar, ela tem que viver no salto. Viver na vidinha emprestada que ele acha que ela tem. Tem que estar sempre sorrindo porque ela vive assim. Tem sempre que perdoar as merdas que ele diz, e ver o ciúme dele que é quase doentio passar despercebido para que não haja mais brigas por coisas tão pequenas. Ela, pra não dizer mais nada, para não chorar, para não gastar horrores com ligações. Não correr até lá, não mandar mensagem. Taca o foda-se. Foda-se. Foda-se? E depois de toda a cena dele, de semanas de ciúmes, de ligações meio gays, de amorzinho no telefone, conversas diárias gigantescas, um foda-se incomoda desse jeito. É, a bipolaridade anda sendo mais comum do que imagina. Virou moda pessoal.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ministério da Saúde adverte: Los Hermanos causa náuseas, ânsia, fortes dores estomacais e vômito.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Onda Diferente

Nada vai mudar
a primeira impressão
que eu tive de nós dois
não sei explicar
a tremenda confusão
que invadiu meu coração
a tensão
foi demais e me fez bem
logo no primeiro olhar nossa história começou
nosso amor é demais e nos faz bem
é o sentido da paixão, uma onda diferente
nada vai mudar
a imensa sensação
que eu senti logo depois
não sei explicar
a imensa confusão
que invadiu meu coração
a tensão
foi demais e me fez bem
logo no primeiro olhar nossa história começou
nosso amor é demais e nos faz bem
é o sentido da paixão, uma onda diferente...

Max de Castro

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vida doce


E não foi por ninguém, diante de multidões de pessoas, sambão comendo solto, perfumada de Egeo Dolce, nem tão mais maquiada do que costume, mas escondendo a espinha na cara, com roupas apresentáveis na qual o efeito “me olhe” estava funcionando, nem com o melhor sapato, com nada disso ela evitou. Não era mais controle dela. Encostar-se em qualquer canto de lá, colocar a cabeça na parede e imaginar estar com ele estava fugindo do controle. E ainda assim, ele achava que a [mulher] resolvida evitava esses tipos de situações. Ela até que tentava, mas suas investidas eram frustradas, e isso não a mais incomodava, ela simplesmente se deixava levar por pensamentos bobos, mas ao mesmo tempo tão desejado. Ela tinha medo de dar amor, como forma de proteção, tratava mal. Ele achava absurdamente lindo, e dizia que ela fazer bico era bonito. Mas não esquecia de dizer que preferia suas covinhas ao lado do seu melhor sorriso, que na maioria das vezes, era pra ele. Era dele. Isso a deixava desarmada, boba, mole. Moleza na qual ela ainda tentava lutar. Mesmo assim ela continuava imaginar a sua descida ao aeroporto da cidade dele. Ele lá, com cabelos nos olhos e camisa verde. Ela, como prometido, sem maquiagem, sem chapinha. Crua, limpa, entregue só aquele olhar que demorava intermináveis 20 segundos. E a cama do hotel barato não era mais tão ruim com a companhia dele. Seus irmãos, seus pais, sua casa, a vida dele era a coisa que ela mais desejava conhecer nos últimos tempos. E ali estava ela, sentada no sofá, brincando com os poodle’s, hora ou outra, escutava as risadas da irmã caçula. E ele sorria, e ficava tímido sentado ao seu lado, olhava pra ela, e tentava desvendar todos os segredos que ela carregava em seus olhos e sorriso. E ainda com sua timidez ele simplesmente a segurava pela mão dizendo tudo que não era necessário dizer. E faziam os programas que ela tanto escutava, e passeava no shopping de mãos dadas. E entrar no boticário nem era mais preciso, pois o cheiro que ele sentia, às vezes em pensamentos, ou pedaços cansados de pano guardado dentro do armário , estava de mãos dadas com ele ali. Passar em frente às lojas de óculos fazia os dois caírem nas gargalhadas, pois ele tinha mania de chamá-la de burguesinha. E comer no novo restaurante da cidade, deixava de ser sonho de papel. Sonho de conversas distantes. Mesmo sendo ela a dirigir o carro e pegá-lo em casa, deixando-o extremamente irritado. Ainda assim, batia a insegurança. Medo do desgaste. Acordar ao lado dela, fazer massagem nos seus pés e agüentar suas crises existenciais de ciúmes. Aquilo era amor. Amor inteiro. Pena ser amor de uma semana. Mas ela? Ela não desiste. Insiste.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Herbalife

Chá. Literalmente chá durante o horário do almoço. Chá forever. Eternamente...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nem tão mal assim...

Pedir para não se apaixonar por você, era a mesma coisa lhe pedir para invadir o coração. Só pedi para não ligar as quatro da manhã, e nem sorrir com os cabelos nos olhos. E você nem isso pode cumprir. Só não quero mais perder o controle e encher o seu celular com mensagens tão mesquinhas e te ligar aos prantos lhe pedindo desculpas. Iremos e somos além disso.

sábado, 10 de janeiro de 2009

...

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Clarice Lispector