quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vida doce


E não foi por ninguém, diante de multidões de pessoas, sambão comendo solto, perfumada de Egeo Dolce, nem tão mais maquiada do que costume, mas escondendo a espinha na cara, com roupas apresentáveis na qual o efeito “me olhe” estava funcionando, nem com o melhor sapato, com nada disso ela evitou. Não era mais controle dela. Encostar-se em qualquer canto de lá, colocar a cabeça na parede e imaginar estar com ele estava fugindo do controle. E ainda assim, ele achava que a [mulher] resolvida evitava esses tipos de situações. Ela até que tentava, mas suas investidas eram frustradas, e isso não a mais incomodava, ela simplesmente se deixava levar por pensamentos bobos, mas ao mesmo tempo tão desejado. Ela tinha medo de dar amor, como forma de proteção, tratava mal. Ele achava absurdamente lindo, e dizia que ela fazer bico era bonito. Mas não esquecia de dizer que preferia suas covinhas ao lado do seu melhor sorriso, que na maioria das vezes, era pra ele. Era dele. Isso a deixava desarmada, boba, mole. Moleza na qual ela ainda tentava lutar. Mesmo assim ela continuava imaginar a sua descida ao aeroporto da cidade dele. Ele lá, com cabelos nos olhos e camisa verde. Ela, como prometido, sem maquiagem, sem chapinha. Crua, limpa, entregue só aquele olhar que demorava intermináveis 20 segundos. E a cama do hotel barato não era mais tão ruim com a companhia dele. Seus irmãos, seus pais, sua casa, a vida dele era a coisa que ela mais desejava conhecer nos últimos tempos. E ali estava ela, sentada no sofá, brincando com os poodle’s, hora ou outra, escutava as risadas da irmã caçula. E ele sorria, e ficava tímido sentado ao seu lado, olhava pra ela, e tentava desvendar todos os segredos que ela carregava em seus olhos e sorriso. E ainda com sua timidez ele simplesmente a segurava pela mão dizendo tudo que não era necessário dizer. E faziam os programas que ela tanto escutava, e passeava no shopping de mãos dadas. E entrar no boticário nem era mais preciso, pois o cheiro que ele sentia, às vezes em pensamentos, ou pedaços cansados de pano guardado dentro do armário , estava de mãos dadas com ele ali. Passar em frente às lojas de óculos fazia os dois caírem nas gargalhadas, pois ele tinha mania de chamá-la de burguesinha. E comer no novo restaurante da cidade, deixava de ser sonho de papel. Sonho de conversas distantes. Mesmo sendo ela a dirigir o carro e pegá-lo em casa, deixando-o extremamente irritado. Ainda assim, batia a insegurança. Medo do desgaste. Acordar ao lado dela, fazer massagem nos seus pés e agüentar suas crises existenciais de ciúmes. Aquilo era amor. Amor inteiro. Pena ser amor de uma semana. Mas ela? Ela não desiste. Insiste.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Herbalife

Chá. Literalmente chá durante o horário do almoço. Chá forever. Eternamente...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nem tão mal assim...

Pedir para não se apaixonar por você, era a mesma coisa lhe pedir para invadir o coração. Só pedi para não ligar as quatro da manhã, e nem sorrir com os cabelos nos olhos. E você nem isso pode cumprir. Só não quero mais perder o controle e encher o seu celular com mensagens tão mesquinhas e te ligar aos prantos lhe pedindo desculpas. Iremos e somos além disso.

sábado, 10 de janeiro de 2009

...

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Clarice Lispector