quarta-feira, 27 de maio de 2009

É tudo novo. De novo?

E depois de três anos a gente se encontra. Um encontro que a vida não insistiu. Nada foi pressionado. Foi só o caminho que me levou até você novamente. E eu não queria voltar. Sempre tive o objetivo de olhar pra frente, de seguir adiante. E diante de todas as primeiras coisas que me vieram à cabeça, a vontade de estar contigo foi mais forte que todas as outras. E te observo, e cada manhã tenho vontade de lhe desejar bom dia. E por mais estranho que pareça, sinto que nos completamos. E por causa dessa mudança toda, de tempos, de personalidade, eu te vejo mais intenso, mais inteiro. E sempre te quis assim. Antes você faltava, e agora você sobra. Sobra tanto, que transborda. Era um prazer enorme ter as nossas crises existênciais. Só que agora a delicadeza, a plenitude e a braveza me comovem. E não devia, porque isso era tudo que pedia. E agora, depois de três longos anos, você volta com todas as qualidades que eu desejei durante todo o nosso suposto namoro. Cuidei de mim, cuidei da minha dor, sarei de todos os males que você causou. Houve certas fases da minha vida que tinha vontade de correr pra ti e perguntar se todas aquelas juras de amor e todos os planos que fizemos ainda passava pela sua cabeça, mas eu era barrada pelo amor que supostamente você dava a outro alguém. Aprendi a lidar com isso. E por isso desisti. Ao contrário de ti, foi uma fase nebulosa que aprendi com toda a dor que carreguei em mim. Fiz-me forte. Lembro-me de adormecer aos prantos com a certeza que tudo um dia voltaria. E num determinado dia eu esqueci. Decidi que o amor seria o meu ponto final. A nossa história final. Agora toda a certeza que tinha me deixa mais confusa por não saber enfrentar todas as circunstâncias que passamos agora juntos novamente. E agora a dor não mais insisti em aparecer. São lembranças gostosas, com gosto de sábado. Com cheiro da nossa cama. Com olhar de encantamento. Com sua voz grossa, com homem adulto, com planos. E seu eterno hálito de halls de melancia. E a dor é esquecida constantemente com a incerteza que algo melhor pode dar certo.