terça-feira, 30 de junho de 2009

Gosto da raiva de gostar dele

E te falei que tu me inspiravas. E você só disse um oi? Um, ah, fico feliz por isso. Não sei, mas quase certeza que odiaria ler os textos que escrevo na qual menciono que você me inspira. Felicidade literalmente nunca me inspirou, deduzimos então, que você não me deixa nadinha feliz. Sim, nadinha. E prometi a mim mesma que ao acordar iria escrever um texto sobre você, sobre o poder ordinário que tu tens sobre mim, de deixar-me dominada por aproximadamente uns 20 minutos me enrolando porque quero as músicas tão cafonas que você escuta só pra gente ter algo em comum. Ter algo parecido e quem sabe assim você se interessar por mim. Por garantia sabe, pra ter algum assunto que não seja os meus, que acho interessantíssimos. E iria escrever que fiquei um final de semana inteiro me produzindo e que demorei anos-luz para escolher uma roupa que você só veria do pescoço pra cima quando nos encontramos por querer na porta da balada que você trocou-me por ela, enquanto eu diria fumando um cigarro com as unhas pintas de vermelho sangue só para te impressionar. Escreveria também, claro, como era absurda a forma de combinarmos uma noite de sexo, noite essa que nunca aconteceu por motivos óbvios que não eram os meus. Mas não vou, prometo acordar amanhã e nem se lembrar de escrever sobre você. Não darei importância a esses detalhes que de tão pequenos eu acabo esquecendo. Não darei importância de quando pensar, vir na minha cabeça milhões de coisas na qual eu deveria escrever sim. Mas não vou. Não mesmo, você não merece saber que penso em ti todo esse tempo, que perderia meu tempo escrevendo sobre isso, e que escuto ao mesmo tempo em que penso em ti essas músicas tão mais cafonas do que o texto que escreveria a ti. Mas como dizia, não vou. Você não me inspira mais.