quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poema em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - princípe - todos eles princípes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Medo

Diante das minhas lágrimas, tenho medo.. muito medo.. d´eu ter fechado as portas do amor pra mim! Porque ninguém mais carrega as chaves.. se eu vê-las fechadas, saberei quem fechou!
Tenho medo de machucar..
Tenho medo de não..
Tenho medo do sim..
Dói,
E sei que vai passar.
Mas dói agora, e agora, eu sou!
Tenho medo de viver em fortalezas que construi, na armadura que confeccionei
.. por medo!
Quero deixar o caminho, abandonar a procura! Deixar de ir, que apenas venha!
Quero abandonar, mas que não me abandonem! Dentro de mim, minha grandeza e pequenez andam juntas..
Que a paz venha abrandar a nossa alma, os nossos corações
E o porvir venha me confirmar aquilo que eu sempre soube, mas que agora, esqueci!
De que tudo vai dar certo, porque na verdade, já deu!


(Guilherme C. Antunes)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hay que Buscarse un Amante

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.


Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.


Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.


Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.


Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo. Digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.


Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.


Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na Literatura (linda), na música, na política, no esporte, no trabalho, no trabalho voluntário, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no viajar, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto, tudo que te possa dar prazer...


Esse é o "Seu Amante". Vá, procure-o o mais rápido possível.


Enfim, é “Alguém” ou “Algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “Ir Levando”.


E o que é “Ir Levando”? Ir levando é ter MEDO DE VIVER!


É o vigiar os outros e a forma como os outros vivem. Vigie a sim mesma apenas, deixe os outros. É o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado(a) cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.


Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.


Por favor, não se contente com “Ir Levando”. Procure um amante, seja também Um Amante e um Protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: o trágico não é morrer. Afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.


O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um Amante...

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: “PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO, SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."

Jorge Bucay

domingo, 25 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

...

"Existem pessoas que passam batido por tudo, sem esquentar com nada. E existem pessoas extremamente sensíveis que a tudo dão atenção, que se envolvem profundamente com o que lhes acontece, seja uma doença, seja uma paixão. No fundo, elas desejariam ser menos compenetradas, mais leves, porém, quando tentam, metem os pés pelas mãos, fazem besteira.
Por que? Porque é muito difícil mudar nossa própria natureza. É preciso aceitá-la e respeitá-la. E tentar ser feliz do jeito que se é. Muitas vezes dizemos “eu queria ser mais solta” ou “eu queria ser mais maluco”, pois tudo isso sugere uma certa modernidade, ao contrário da introspecção, do conservadorismo e de outros comportamentos que se desenvolvem mais para dentro do que para fora. Moderno é liberar. Careta é reter. E é tanta pressão para sermos menos claustrofóbicos com nossa própria vida que acabamos nos confundindo e não raro inventando um personagem que nada tem a ver com a gente. Ou se é naturalmente easy going, ou seja, alguém que se deixa levar pela vida, ou se faz parte do time dos conectados com as ansiedades, desejos e traumas. Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluimos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva. É ótimo ser relax, mas é preciso ter vocação. Não tendo, melhor aceitar que somos estressadinhos por natureza. Mas há suas compensações."

(Martha Medeiros)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tenzin Gyatso


Feliz aniversário, Dalai Lama.


Clique.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Efêmero

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora
as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais.
Algumas, mesmo ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas,
vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar.
A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas
ao nosso redor.
E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosas. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque
achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós.
Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.
Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente.
E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos?
Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos.
Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás.
E então nos perguntamos: e agora?
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa,
de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou.
O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.
Ainda é tempo de voltar-se para dentro e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
E lembrando que a vida no colo de Jesus jamais será efêmera.
E nesse colo nós somos impulsionados a evangelizar!!!


Autor Desconhecido

terça-feira, 25 de maio de 2010

Marla de Queiroz

Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. Mas a gente corre. A gente aprende que...

A vida real, muitas vezes, nos é apresentada pulsante, em carne viva, sem maquiagem. Com as veias todas à mostra. O que pode ser desagradável de se ver ou emocionante como um parto...

O que posso dizer é que existem na vida pessoas sedutoras e seduzíveis por quem nos apaixonaremos "definitivamente" todos os dias................. e que amaremos "para sempre" hoje!
Sei que os grandes relacionamentos que tive foram os que me renderam as melhores metáforas. Que me despertaram uma vontade constante de ser uma pessoa cada vez melhor e mais inteira. Que me deram colo e não conselho e beijo na boca quando o silêncio ainda era a melhor resposta. Algumas dessas pessoas se foram antes que eu pudesse lhes contar uma história bonita e eu chorei feito menina. Outras ficaram até descobrir que uma caixa de Kiwis era o melhor presente que eu poderia ganhar no meio de uma tarde triste... Outras, ainda, me cobraram respostas demais e eu só sabia que nunca aprendi a andar de perna de pau porque tenho medo de altura (o que por um lado pode ser também resposta para várias outras coisas). Mas todas essas pessoas me desenvolveram e isso ficou comigo; são minhas porque faziam parte do meu potencial amoroso e elas vieram só pra me conduzir ao melhoramento do meu amor. Hoje o meu grau de exigência aumentou muito porque aprendi que dar amor não é a mesma coisa que dar carência. Por isso fico sozinha pelo tempo que for necessário para ter novamente essa sensação de "encontro". Abandonei um monte de certezas, recuso sem pudor algumas regras e desrespeito várias vezes as placas de aviso de perigo. Me divirto muito ou sofro, mas tenho cada vez mais faisquinhas nos olhos por viver as coisas em sua totalidade, sem recusar experiências e aproveitando diversas possibilidades.

Agora, tem um lado muito romântico meu que diz que a "tal pessoa" virá e enroscará uma margaridinha nos meus cabelos cacheados, fazendo pousar no meu rosto o sorriso de um beija-flor... ;-) e plagiará Neruda sussurrando ao pé do ouvido: "Quero fazer com você, o que a Primavera fez com as cerejeiras..."

É isso. Pule no tal abismo quando seu coração bater tão forte que só te restará pular. Vc só vai saber se fez a coisa certa, fazendo-a. Só se pode falar do que se conhece e não há como conhecer pela superfície, é preciso tocar verdadeiramente nas coisas e então, se deixar ser tocado por elas. O importante é lembrar que a escolha é sempre nossa e que no momento em que tudo nos foge ao controle é porque chegamos na parte mais importante do aprendizado.

Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores -- há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Interstícios

Engraçado é que se eu realmente lesse tudo o que eu escrevo minha vida seria mais leve, feliz. Se eu seguisse meus conselhos... ah, se eu seguisse os meus conselhos, não trocaria tanto os pés pelas mãos, não me envolveria em situações que não são aquelas que quero pra mim.

Teoricamente a gente sabe de tanta coisa né... Tudo faz sentido do ponto de vista racional, mas é que... na vida a gente sente as coisas diferente mesmo. Tenta racionalizar e não consegue. Tenta objetivar (ou objetificar), mas se sente apenas vazia.

Tenho que assumir sou viciada em seriados. Assisti ontem o episódio da semana de Gossip Girl, aquela mesma série sobre a qual postei aqui outro dia. Lá pelas tantas a Blair, em diálogo com o Chuck, diz a ele

Acabei de perceber que superar você não é ficar com qualquer um ou fingir que não aconteceu. Nós nos amamos. E você partiu meu coração... (...) Eu vou beijar alguém algum dia e, quando eu fizer, será por mim.


Que quando eu fizer, seja por mim.

*

Acho que o universo seria muito mais interessante se a gente fantasiasse menos e vivesse mais as histórias possíveis que as da fantasia da gente. Mas eu sempre quis o extraordinário... e, sim, eu não consigo pensar que ele nasce da pressa e da exasperação de quem quer viver tudo acelerado e agora. Coisa de velha... some of it's trancedental, some of it's just really dumb. But i love when you read to me, and you can read me anything...

Elenita Rodrigues!
http://acasosafortunados.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

tell me i am worth it

Chorei sem saber o porquê, e talvez por quem. Nunca quis impressionar, nem forçar certas situações e por agir assim, realmente não chamei atenção alguma. Algumas pessoas mencionam que a verdade dói e que nos incomodamos com ela. Questiono-me: - mas a verdade não é essa, e eu sei. Sei do quanto sou capaz, de meus planos futuros de como vejo a vida fluir diariamente de como converso sobre meus desejos, de como percorro o caminho para que algumas sejam realizadas. Da dificuldade que tenho para realizá-las, dos obstáculos vencidos e de todas as outras coisas que podem parecer pequenas, mas são de grande valia para que caminhem belamente minhas vontades. Se sei de tudo isso, porque chorei? Por que me tocou tanto? Talvez de quem venha o questionamento, talvez por não esperar uma hora dessas algo tão sério. Talvez porque pra essa mesma pessoa você sempre quis ter alguma conversa séria e jamais teve abertura para isso. Choquei, entristeci e me falta sono pra tentar digerir o que foi falado. Talvez essa pessoa jamais sonhou que as minhas maiores vontades eram de dizer como tinha sido meu dia de trabalho, de meus novos planos no cargo novo, dos elogios que o chefe me dava, do convívio fácil e carinhoso que tenho com meus familiares. Da importância que é pra mim família, do amor que eu sei dar a alguém (amor esse, sem ser a algum homem), da forma que abraço as causas de alguns amigos. Dos meus planos de estudo, das minhas viagens em buscar do saber e de tudo que não fosse os assuntos que temos, que de tão evitados se tornaram únicos. A conclusão que chego é que homens medianos merecem mulheres medianas, e me incluo fora dessa. Infelizmente alguém não soube me enxergar como deveria. Oportunidades não faltarão? Sim, faltarão muitas, pois da mesma forma que algo me atrai por ser diferente, a igualdade me brocha. Só me pergunto a todo o momento, porque chorei?


Eu sinto que sei que sou um TANTO bem maior!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Amor-Próprio

"Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio."

(Chaplin)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pela real beleza (dove)


A BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ, NÃO?


AH TÁ.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Parece meu...


"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou."
(M. de Queiroz)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Coração

“Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito”;

Sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração:

- O que você tem?

Porque está tão inquieto dentro de mim?

Você está doente?

Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha almaa começar a ficar inquieta...

Perguntei a ela...

- O que tens?

Porque se atormenta dentro de mim?

Minha alma disse:

- Estou assim porque você está assim;

Você me faz perguntas, mas não tenho as respostase sei que isso o faz infeliz...

Você se sente tão pequeno, e isso me faz pequeno também...

Você queria ser diferentee eu fico triste por você...

Você está tão só, e eu me sinto sem você...

Mais uma vez tornei a ficar em silêncio...

E foi aí que meu coraçãomeio confuso me respondeu:

- Estou tão triste...

Sinto-me tão pequeno...

Estou magoado com você!


Fiquei sem jeito e perguntei:


- O que foi que eu te fiz?


Ele respondeu:

Você sofre tanto com as pessoas;preocupa-se com elas, é atencioso,procura ser prestativo ena maioria das vezes, sempre se decepciona...

Você ama e depois sofree fala que a culpa é minha...

Você espera por algo que não veme fica triste...

Aí você chora e dói em mim...

Preciso de curativos para um coração partido...

Curativos bons.


Perguntei ao meu coração:


- Como assim, bons?
Ele respondeu:


Curativos que estanquemessa sua tristeza, essa sua mágoa,essa sua solidão...

Que estejam com você nos dias friose nas noites vazias,nos dias de tempestadee nas horas que você se sentir tão só...

Que eles sejam tão grandesque possam envolver seu corpoem um abraço cheio de ternurae que você se sinta seguro e amparado...

Preciso de bons curativos,que não sejam eternos,afinal nada é para sempre,mas, que não sejam descartáveis...


Curativos que absorvamesse sofrimento, essa dor...

Essa ferida que não se vê,apenas se sente...


Que sejam fortes, e a prova d’água,para que não se estraguem com suas lágrimas,que sejam macios, para poder te fazer carinhonos dias em que você se sentir carente...

Curativos que, acima de tudo nunca o decepcionem, prometendo coisas que não cumpram...


Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você...

Não quero pena, quero amor...

Amor de verdade.

Preciso que você também se ame e prometa que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofreeu sofro também...


Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, ninar você...

Dizer-te que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forteem seu peito!!!


Você é especial...

Autor desconhecido

quinta-feira, 4 de março de 2010

Muito

O que ela quer é falar de amor. Fazer cafuné, comprar presente, reservar hotel pra viagem, olhar estrela sem ter o que dizer. Quer tomar vinho e olhar nos olhos. Ela quer poder soprar o que mora dentro, o que não cabe, que voa inocente e suicida. Ela quer o que não tem nome. Quer rir sem saber de quê, passar horas sem notar, quer o silêncio e a falação. Ela quer bobagem. Quer o que não serve pra nada. Quer o desejo, que é menos comportado que a vontade. Ela quer o imprevisto, a surpresa, o coração disparado, o medo de ser bom. Quer música, barulho de e-mail na caixa, telefone tocando. Ela tem muito e quer mais. Quer sempre. Quer se cobrir de eternidade, quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina. Ela quer tremer as pernas, beijo no ponto de ônibus e a milésima primeira vez. Quer cor e som, lembrança de ontem, sorriso no canto da boca. Ela quer dar bandeira. Quer a alegria besta de quem não tem juízo. O que ela quer é tão simples. Só que ela não é desse mundo.

Cris Guerra

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Homenagem - CHICO SCIENCE


Bom, pra quem gosta de Chico Science, fica a dica da ocupação que estará em cartaz até Abril.

A mesma contará com shows, filmes exposições e etc contando a vida do pernambucano.

O local? Fica no Itaú Cultural entre os dias 04 de fevereiro a 04 de abril.

Pra conferir a programação completa, acesse:

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2010/01/em-fevereiro-a-ocupacao-do-itau-cultural-e-para-chico-science/

Pra quem curtiu o trabalho dele, acho interessante conhecer.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Feira da escassez

Dezesseis e trinta e dois da tarde de terça-feira. Bairro da alta classe de Hipocrisópolis. O senhor PhD em Desfassontologia da PUN (Pontifícia Universidade Neoniilista) chega ao mercadinho mais badalado da redondeza:


- Boa tarde, Pouco Importa.

- Ótima, seu PhD. Como vai a família?

- Já foi!

- Claro, claro. E o que quer hoje?

- Vou levar seis kg de misericórdia e três dúzias de piedade.

- Ah, isso não vou ter, não. Aliás, ninguém: está fora de fabricação faz tempo.

- Então, me dê aí uns duzentos gramas de bom senso e quatro pedaços de serenidade fresquinhos.

- Ih, era pra chegar ontem, mas o carregamento tombou lá na rodovia 666 que liga Santa Iracividade à Velha Imponderância.

- Ora bolas, pelo menos tem por aí algum diálogo que preste ou uma e outra boa vontade? Se não tem, então, o que será de mim... hahaha.

- Nem isso. Serve esse papo furado velho? Espera um pouco... Ah, tem essa passeatinha de domingo. Mas já tá meio sem gosto, pra falar a verdade.

- Pelo que vejo, Pouco Importa, a indignação já acabou também.

- Virgem Maria. Isso aí, seu P, quando chega, puft, vai na mesma hora. Pior : ninguém se lembra dela depois.

- Tá precisando melhorar o estoque, meu velho.

- Qual o que, patrão? Quase tudo que o senhor quer não tem saída. Meu estoque está abastecido.

- Será? Deixa ver então... hum, trás uma lata de credibilidade daquelas ali.

- Mas rapaz, era só o que me faltava. O senhor sabe muito bem que isso só com receita do Ministério da Manipulação. E tem que renovar sempre: a validade vence “rapidez”.

- Vou acabar definhando desse jeito, Pouquinho.

- É, né? Sei, sei... Leve alguma coisa instantânea, então: memória curta, falácia mole, vingança ineficaz, superficialidade afogadiça, oportunismo desenfreado...

- Hum, é bem tentador, viu. Mas hoje acordei igual a uma grávida: vontade de comer coisas extravagantes. Procura, nem que seja lá nos fundos, uma igualdade de oportunidade escondidinha. Mesmo que esteja sendo preparada agora. Eu espero.

-Hahahahaha, nessa o senhor caprichou: nem a mãe do Doutor Tudo Pode teve esse tipo de desejo. Daqui a pouco vai me pedir um saco de justiça para todos, ou, pior ainda, alguma distribuição das riquezas. Ahahaha. Ninguém, nunca, achou essas mercadorias. Quem tiver pra vender fica rico... ou morre.

- Mas que situação insuportável. Pelo que eu posso ver, da prateleira você já tirou até aqueles deliciosos idealismos e acalentadoras atitudes de conscientização, e colocou no lugar esses comodismos frios e desânimos bem coniventes.

- Pra falar a verdade, seu PhD, o senhor foi o primeiro a notar isso. E olhe que faz tempo que eu mudei tudo.

- Basta. Já que o que eu quero não tem saída, então vou pedir algo que todo mundo quer: dê cá cinco soluções paliativas e um conselho furado.

- Ah, finalmente. Sabia que daqui do meu estabelecimento o senhor não ia sair de mãos vazias. Pega as soluções: fazer um rico seguro de vida, blindar o carro, erguer o muro do condomínio, contratar um pequeno exército de seguranças truculentos e sedentos de sangue (daqueles que nem o “fanfarrão” famoso: psicopata e mal-feitor, tirando onda de justiceiro) e só andar pelas ruas da Europa.
O conselho: tape bem os ouvidos quando a bomba estourar.

- Ufa, agora sim. Me sinto como qualquer um nessa cegueira geral. Então, dane-se, seu Pouco Importa.

- Danemo-nos todos, seu PHD.

Autor: Galldino

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Convidando uma mulher para jantar...

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de stress que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores.
Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor um jantar:Ele diz como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Vamos jantar amanhã?'Você sorri e responde como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.

Evidentemente, você também para de comer, afinal quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente ira usar uma bota de cano alto? Mãos e pés têm que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.

Uma vez pensei assim e o infeliz me levou a um restaurante japonês daqueles em que temos que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cú bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloque em alguma outra situação impossível de prever que te obrigue a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mãos e pés, até porque boa parte desta raça tem uma tara bizarra por pés femininos.
OBS: Isso me irrita. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...As mais caprichosas, além de fazer mãos e pés, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte tintura, retoque de raiz, etc... Eu não faço, mas conheço quem faça.Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar pernas, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até a bunda! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.Dia seguinte: É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão.

Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).Geralmente, o Zé Ruela não comunica aonde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... LEITOA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com uma pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, gritando - com um armário cheio de roupas: 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem.

E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita ou é confortável.Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável. Meu inconsciente já associou estar bem vestida com sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele acabe vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... Se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo'. Muito P... da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos: (Vale o mesmo que eu disse sobre roupas) ou é bonito ou é confortável.
Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por uma peça de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito, mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção.
Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usá-lo! Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho.

Na próxima encarnação, voltarei como besouro de esterco e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.Depois que você está toda montada, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'Será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada mulher lida de um jeito.Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero mais ir. Não para ele! Ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda, em todos os primeiros encontros, e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p... liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, ao menos que seja algo muito grave! Eu fico P..., P..., PU... da vida!Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o stress, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome e é questão de vida ou morte a porra do jantar!

NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO: MORRER A MÃE OU O PAI OU TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha: Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla SAP: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio VIADO, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP3? Favor tirar sem rasgar.Quando é comigo, passo tanto stress, que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piadas, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim de primeira.Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa.............................. R$ 200,00
ingerie.............................. R$ 80,00
Maquiagem..................... R$ 50,00
Sapato.............................. R$ 150,00
Depilação......................... R$ 50,00
Mão e pé.......................... R$ 15,00
Perfume........................... R$ 80,00
Pílula anticoncepcional....R$ 20,00

Ou seja, CHUTANDO BEM BAIXO, gastamos, pagando barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que eles com a gente! Por isso AMIGOS, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.

[Autor Desconhecido]

domingo, 31 de janeiro de 2010

Nossa Senhora dos Prazeres - Jaboatão dos Guararapes - PE

A Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes foi construída nas primeiras décadas do século XVII, nas terras doadas pelo capitão Alexandre Moura, o proprietário do Engenho Guararapes, no atual município de Jaboatão dos Guararapes.No topo daquelas terras, nos anos de 1648 e 1649, os luso-brasileiros comandados por João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Antônio da Silva travaram as batalhas decisivas contra os holandeses. Na primeira, os últimos tiveram um saldo de 523 feridos, além de 515 pessoas mortas ou prisioneiras (das quais, 46 oficiais do exército); e os luso-brasileiros perderam 84 homens e ficaram com mais de 400 feridos.Na segunda batalha, 3.510 flamengos, comandados pelo tenente-general Johan van den Brincken, foram derrotados por 2.600 homens luso-brasileiros, comandados pelo general Francisco Barreto de Menezes. Desta feita, os luso-brasileiros tiveram 47 mortos e 200 feridos e, os holandeses, perderam 1.044 vidas e ficaram com 500 feridos. Cinco anos depois disso, em 1654, os batavos abandonariam para sempre o Nordeste do Brasil.Agradecendo à vitória conseguida, o general Francisco Barreto de Menezes solicitou a construção de uma pequena capela, dentro da própria Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, em louvor a Nossa Senhora dos Prazeres.Entre os anos de 1676 e 1680, seguindo um projeto de frei Macário de São João, um religioso pertencente ao Mosteiro Beneditino da Bahia, o prédio da igreja se tornava bem maior, com a edificação de uma nave mais larga e de uma sacristia.As obras referentes à capela-mor, aos altares laterais e ao arco-cruzeiro, foram concluídas em 1720. Os pesquisadores consideram o frontispício como um trabalho do arquiteto Francisco Nunes Soares, no ano de 1795. Esse detalhe arquitetônico encontra-se emoldurado por dois campanários, sobre um pórtico de três arcadas.Em 1965, depois que o Estado pagou uma indenização aos monges beneditinos de Olinda, deu-se início a um processo de desapropriação dos Montes Guararapes - e, portanto, da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes. Em 19 de abril de 1971, por sua vez, mediante o Decreto Federal nº 68.527, todo esse valioso patrimônio cultural se tornava um Monumento Nacional, passando a se chamar, então, de Parque Histórico Nacional dos Montes Guararapes.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrar aqui, sem sorrisos?

-- Persianas Solarium, bom dia.

-- Bom dia, eu sou um cliente de vocês e gostaria de fazer uma reclamação.

-- Pois não senhor, do que se trata?

-- Acabou de sair da minha casa o rapaz, funcionário de vocês, que veio instalar uma persiana. Acho que ele não estava de bom humor.

-- Ele não estava de bom humor?

-- Sim, não estava.

-- Mas ele foi grosseiro ou não cumpriu alguma solicitação feita pelo senhor?

-- Não, não, não se trata disso, ele não estava de bom humor mesmo.

-- Mas ele instalou as persianas da forma que o senhor desejava?

-- Sim, ficaram boas, do jeito que foi combinado.

-- E ele não fez nenhuma grosseria pro senhor?

-- Não.

-- E porque o senhor acha que ele não estava de bom humor?

-- Ele esteve em minha casa durante uma hora e vinte e em momento nenhum deu um sorriso.

-- Sei...mas ele foi prestativo?

-- Foi, mas sem sorriso. Inclusive quando eu ofereci-lhe um copo d'água ele apenas bebeu e no final disse muito obrigado.

-- Disse muito obrigado?

-- Disse.

-- Bom, senhor, talvez ele esteja tendo um dia difícil, ou então pode ser que ele seja assim mesmo.

-- Assim como?

-- Não sei, sério, ou vai ver ele é até uma pessoa simpática, mas talvez não tenha se sentido à vontade para sê-lo em sua casa.

-- Mas como não? Eu sou muito generoso com as pessoas que me prestam serviço.

-- Olha, senhor, eu posso estar sendo leviano, mas talvez nosso instalador pode ter se sentido coagido, pode ter se sentido cobrado. Será que o senhor de alguma forma não demostrou que o estava achando antipático?

-- Mas foi ele quem não sorriu primeiro!

-- Mas as persianas ficaram boas?

-- Sim, ficaram ótimas, apesar do mau humor dele.

-- Bom, senhor, se o problema tivesse sido na instalação das persianas ou se o funcionário tivesse o desacatado eu poderia fazer alguma coisa, mas em relação ao humor dele, acho que infelizmente não posso fazer nada.

-- Sei. Mas vão deixar ele continuar indo nas casas das pessoas instalar persianas de mau humor?

-- Senhor, me desculpe, mas acho que o funcionário não fez nada de errado. Pelo que me consta, e, perdoe a sinceridade, ele não é obrigado a sorrir para o senhor, contanto que instale as persianas corretamente. Acho, inclusive, que ele tem o direito de sorrir para quem ele quiser!

-- você também não está de bom humor pelo visto, né?

-- Passar bem, senhor.


Bruno Medina

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus ano velho, Feliz ano novo....

Mais um ano, e mais agradecimentos. Mais vida, mais relações, conhecimentos, amigos e perdas. Vivência de dias, de horas e segundos. Ano seguinte de mudanças, de sede da vida, de vontade de minhas histórias. Tudo que foi me dado, veio em hora certa, veio por merecer, ou talvez nem tanto. A positividade me falhou em alguns momentos na qual pensei em desistir, e não ser merecedora de tanta bondade. Mero engano. Os ganhos foram grandes, as amizades verdadeiras me fizeram sorrir demais, minhas lágrimas foram derramadas com desejo de aprendizado. Meu olhar dado pra quem mereceu, e praquele que também não. O grande marco de 2009 foi o quanto paciente sou. O quando sei (ou não) de que as coisas virão nas horas certas. E tudo isso sabendo que ansiando tanto pelo futuro, ele nunca chega. Esperei, desejei, chorei, entristeci. Mas a espera valeu de algo, algo que nem sei mesmo o nome. Hoje, vendo que mais um ano se passou tudo que vivi valeu à pena. Foram grandes as coisas que me aconteceram, e tudo devo a mim, por minhas escolhas, por minhas vontades... Obrigada a todos que fizeram de 2009 mais uma passagem da minha vida única. Por me aturarem – isso é exclusivo aos meus familiares rs – e por agüentar alguém que é cheia de defeitos, mas que tenta SEMPRE tentar ser uma pessoa melhor.


“O desejo de fazer o bem é a melhor força motivadora que possuímos isso se tivermos sempre em mente que servir os outros é um privilégio.”