domingo, 31 de janeiro de 2010

Nossa Senhora dos Prazeres - Jaboatão dos Guararapes - PE

A Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes foi construída nas primeiras décadas do século XVII, nas terras doadas pelo capitão Alexandre Moura, o proprietário do Engenho Guararapes, no atual município de Jaboatão dos Guararapes.No topo daquelas terras, nos anos de 1648 e 1649, os luso-brasileiros comandados por João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Antônio da Silva travaram as batalhas decisivas contra os holandeses. Na primeira, os últimos tiveram um saldo de 523 feridos, além de 515 pessoas mortas ou prisioneiras (das quais, 46 oficiais do exército); e os luso-brasileiros perderam 84 homens e ficaram com mais de 400 feridos.Na segunda batalha, 3.510 flamengos, comandados pelo tenente-general Johan van den Brincken, foram derrotados por 2.600 homens luso-brasileiros, comandados pelo general Francisco Barreto de Menezes. Desta feita, os luso-brasileiros tiveram 47 mortos e 200 feridos e, os holandeses, perderam 1.044 vidas e ficaram com 500 feridos. Cinco anos depois disso, em 1654, os batavos abandonariam para sempre o Nordeste do Brasil.Agradecendo à vitória conseguida, o general Francisco Barreto de Menezes solicitou a construção de uma pequena capela, dentro da própria Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, em louvor a Nossa Senhora dos Prazeres.Entre os anos de 1676 e 1680, seguindo um projeto de frei Macário de São João, um religioso pertencente ao Mosteiro Beneditino da Bahia, o prédio da igreja se tornava bem maior, com a edificação de uma nave mais larga e de uma sacristia.As obras referentes à capela-mor, aos altares laterais e ao arco-cruzeiro, foram concluídas em 1720. Os pesquisadores consideram o frontispício como um trabalho do arquiteto Francisco Nunes Soares, no ano de 1795. Esse detalhe arquitetônico encontra-se emoldurado por dois campanários, sobre um pórtico de três arcadas.Em 1965, depois que o Estado pagou uma indenização aos monges beneditinos de Olinda, deu-se início a um processo de desapropriação dos Montes Guararapes - e, portanto, da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes. Em 19 de abril de 1971, por sua vez, mediante o Decreto Federal nº 68.527, todo esse valioso patrimônio cultural se tornava um Monumento Nacional, passando a se chamar, então, de Parque Histórico Nacional dos Montes Guararapes.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrar aqui, sem sorrisos?

-- Persianas Solarium, bom dia.

-- Bom dia, eu sou um cliente de vocês e gostaria de fazer uma reclamação.

-- Pois não senhor, do que se trata?

-- Acabou de sair da minha casa o rapaz, funcionário de vocês, que veio instalar uma persiana. Acho que ele não estava de bom humor.

-- Ele não estava de bom humor?

-- Sim, não estava.

-- Mas ele foi grosseiro ou não cumpriu alguma solicitação feita pelo senhor?

-- Não, não, não se trata disso, ele não estava de bom humor mesmo.

-- Mas ele instalou as persianas da forma que o senhor desejava?

-- Sim, ficaram boas, do jeito que foi combinado.

-- E ele não fez nenhuma grosseria pro senhor?

-- Não.

-- E porque o senhor acha que ele não estava de bom humor?

-- Ele esteve em minha casa durante uma hora e vinte e em momento nenhum deu um sorriso.

-- Sei...mas ele foi prestativo?

-- Foi, mas sem sorriso. Inclusive quando eu ofereci-lhe um copo d'água ele apenas bebeu e no final disse muito obrigado.

-- Disse muito obrigado?

-- Disse.

-- Bom, senhor, talvez ele esteja tendo um dia difícil, ou então pode ser que ele seja assim mesmo.

-- Assim como?

-- Não sei, sério, ou vai ver ele é até uma pessoa simpática, mas talvez não tenha se sentido à vontade para sê-lo em sua casa.

-- Mas como não? Eu sou muito generoso com as pessoas que me prestam serviço.

-- Olha, senhor, eu posso estar sendo leviano, mas talvez nosso instalador pode ter se sentido coagido, pode ter se sentido cobrado. Será que o senhor de alguma forma não demostrou que o estava achando antipático?

-- Mas foi ele quem não sorriu primeiro!

-- Mas as persianas ficaram boas?

-- Sim, ficaram ótimas, apesar do mau humor dele.

-- Bom, senhor, se o problema tivesse sido na instalação das persianas ou se o funcionário tivesse o desacatado eu poderia fazer alguma coisa, mas em relação ao humor dele, acho que infelizmente não posso fazer nada.

-- Sei. Mas vão deixar ele continuar indo nas casas das pessoas instalar persianas de mau humor?

-- Senhor, me desculpe, mas acho que o funcionário não fez nada de errado. Pelo que me consta, e, perdoe a sinceridade, ele não é obrigado a sorrir para o senhor, contanto que instale as persianas corretamente. Acho, inclusive, que ele tem o direito de sorrir para quem ele quiser!

-- você também não está de bom humor pelo visto, né?

-- Passar bem, senhor.


Bruno Medina

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus ano velho, Feliz ano novo....

Mais um ano, e mais agradecimentos. Mais vida, mais relações, conhecimentos, amigos e perdas. Vivência de dias, de horas e segundos. Ano seguinte de mudanças, de sede da vida, de vontade de minhas histórias. Tudo que foi me dado, veio em hora certa, veio por merecer, ou talvez nem tanto. A positividade me falhou em alguns momentos na qual pensei em desistir, e não ser merecedora de tanta bondade. Mero engano. Os ganhos foram grandes, as amizades verdadeiras me fizeram sorrir demais, minhas lágrimas foram derramadas com desejo de aprendizado. Meu olhar dado pra quem mereceu, e praquele que também não. O grande marco de 2009 foi o quanto paciente sou. O quando sei (ou não) de que as coisas virão nas horas certas. E tudo isso sabendo que ansiando tanto pelo futuro, ele nunca chega. Esperei, desejei, chorei, entristeci. Mas a espera valeu de algo, algo que nem sei mesmo o nome. Hoje, vendo que mais um ano se passou tudo que vivi valeu à pena. Foram grandes as coisas que me aconteceram, e tudo devo a mim, por minhas escolhas, por minhas vontades... Obrigada a todos que fizeram de 2009 mais uma passagem da minha vida única. Por me aturarem – isso é exclusivo aos meus familiares rs – e por agüentar alguém que é cheia de defeitos, mas que tenta SEMPRE tentar ser uma pessoa melhor.


“O desejo de fazer o bem é a melhor força motivadora que possuímos isso se tivermos sempre em mente que servir os outros é um privilégio.”